O consumo de peixe na Belém oitocentista.


No século XIX o peixe seco foi extremamente comum na dieta da população, diferenciando-se nas mesas apenas pela espécie e formas de preparo. Entre esses peixes estavam o pirarucu, a gurijuba, o tambaqui a tainha e outros. Além de serem constantes os peixes possuíam uma diversidade de preparo. Ele era saboreado com gosto e na falta de outros tipos de carnes não era nenhum sacrifício come-lo, apesar da carne verde ser um dos principais produtos requeridos na capital. A carne de peixe era uma das mais consumidas e diferentemente do que ocorria em outras regiões ou países, o caboclo e demais pessoas sempre recorriam ao peixe seco ou fresco para matar a fome, isto é, na falta da carne tinha o recurso dos peixes até porque a quantidade e variedade dos rios davam uma fartura e abundância.
Entre os peixes que mais entravam na capital da província estava o pirarucu que era produto constante nas tabernas, feiras, mercados e vendas. O abastecimento de peixe para consumo da capital fazia-se em larga escala, contando com os vindo dos interiores e dava-se de forma durável e cotidiana. O pirarucu compunha a lista dos peixes que eram salgados para a venda. Os pescadores eram os próprios habitantes da região dos rios que na época da pesca deixavam suas casas e desciam para as praias onde construíam as feitorias para o beneficiamento dos peixes. A pesca da tainha e da gurijuba faziam parte da chamada grande pesca e encontrava lugar para consumo em Belém, fornecendo alimento para as populações da capital como dos interiores. Na época da pesca os pescadores saiam em suas embarcações e alguns levavam toda a família para a pesca e logo após a captura as gurijubas são levadas para o salgamento. Ora, não poderia ser diferente numa região em que os inúmeros rios compõem a paisagem, nada mais natural que o peixe, fosse salgado ou fresco fosse um dos alimentos mais consumidos.
Até o próximo Prato!

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