Pular para o conteúdo principal

Café "Arcada".

Olá,
Finalmente chego na postagem do Café "Arcada", em Évora, Portugal. 
A Fonte da Praça Giraldo. 


O Café funciona ali, atrás da fonte, bem do ladinho da Igreja ao fundo, é um café tradicional que funciona num dos lugares mais importantes da cidade, no entorno da Praça de Giraldo. Sabem aquele ditado que diz que diz: "Todos os caminhos levam a Roma", pois sim, em Évora todos os caminhos levam a Praça de Giraldo, literalmente! 
A Praça foi construída entre 1571 a 1573 pelos portugueses que após recuperarem a cidade dos Mouros construíram um arco do triunfo para então edificar a fonte do Giraldo. A Fonte tem estilo barroco é toda de Mármore e conta com 8 bicas, que simbolizam às 8 ruas que circulam a Praça. é um dos principais pontos turísticos de Évora. 
A organização espacial, lembra muito os centros de Madrid ou de outras cidades como Lima. Um quadrilátero onde ficam prédios históricos importantes bem como a vida social, comercial e religiosa da cidade. 
Em torno da Praça especialmente vivia-se um intenso comércio. Ela é considerada um Monumento Nacional desde 1910, em estilo único o chão é todo construído em calçada Portuguesa. 

Praça Giraldo. 

Praça Giraldo. 
Nós havíamos voltado da nossa visita as termas romanas e viemos andando e conhecendo o comércio, as lojas e a cidade. Quando chegamos na Praça de Giraldo, resolvemos parar numa das charmosas mesas que ficam na rua, em frente ao café e tomar um café com um doce. 
Esses momentos são únicos. Eu amo fazer essas paradinhas e com calma tomar um café, ver o movimento da rua, das pessoas. Não troco esse momentinho por nada! 

O Café "Arcada" funciona na Praça Giraldo 10, Évora 7000-508, Portugal, o telefone de contato é 351-266-741777. A casa é tradicional, foi fundada em 1942, com grande estilo. Naquela época, na inauguração era o que de mais moderno chegava na cidade, contava com mais de 100 mesas e frigorifico. 
Foi fundada por um quarteto de comerciantes locais: António Justino Mexia Costa Praça; Basílio da Costa Oliveira e Celestino Costa e António Borges Barrto. Eram os quatro maiores comerciantes eborenses. Na noite inaugural foi servido um jantar à americana para famílias com uso de traje de passeio e era necessário fazer uma espécie de inscrição por telefone, o qual, era na época 357.
Os presentes brindaram com Champanhe e Orquestra de Jazz Luz e Veda. A inauguração foi noticia na primeira página do Relato Notícias d' Évora. 
Era um lugar de sociabilidade, frequentada pela alta sociedade de Évora e por muito tempo manteve um padrão alto de refinamento e bom gosto. 
Depois, ao longo do tempo ele foi vendido e consignado. Atualmente, funciona no mesmo lugar e mesmo prédio, sob nova direção. Para história clique aqui

Nossa tarde no café Arcada foi muito bonita, ficamos ali, vendo o movimento, conversando, rindo e degustando um cappuccino com ventinho batendo no rosto, tem coisa melhor? Eu desconheço! 

Tarde tão linda!

Vista de uma das mesas do Café Arcada. 

E esse céu de Évora? 

Melhor paradinha! 

Tigelada. 
No Cafe Arcada eu provei a tigelada, um doce tradicional português muito comum na região da Beira Baixa, é um doce delicioso, com base em ovos, limão, leite e açúcar. Tão rápido e simples de fazer. Vou postar a receita dela aqui em outro post. Já postei no instagram, fiz a receita para o Ano Novo, ficou uma delícia.  



Entrada da cidade de Évora. 
Assim com essa imagem nós nos despedimos de Évora, uma das cidades portuguesas mais encantadora que pude conhecer. Cheguei a brincar que eu adoraria morar por lá! E que não gostaria, não é mesmo???
De Évora trago somente memórias maravilhosas, lindas e inesquecíveis!
Em Évora, um dia quero voltar...


E você gostou da postagem? Deixa um recadinho. 
Até o próximo prato!  





Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

É CARNAVAL.

Na pintura de Debret temos uma imagem do Carnaval  ou como era chamado no século XIX, de Dia d'entrudo. O dia d'entrudo que começava no domingo e seguia-se nos três dias gordos, era dia de festa em que os brincantes se jogavam "limões "cheios de água perfumada. A cena se passava no Rio de Janeiro, no ano de 1823. Segundo Debret: " O carnaval no Rio e em todas as províncias do Brasil não lembra, em geral, nem os bailes nem os cordões barulhentos de mascarados que, na Europa, comparecem a pé ou de carro nas ruas mais frequentadas, nem as corridas de cavalos xucros, tão comuns na Itália. Os únicos preparativos do carnaval brasileiro consistem na fabricação dos limões-de-cheiro, atividade que ocupa toda a família do pequeno capitalista, da viúva pobre, da negra livre que se reúne a duas ou três amigas, e finalmente das negras das casas ricas, e todas, com dois meses de antecedência e à força de economias, procuram constituir sua provisão de cera. O limão-...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...