Foi na Amazônia que o Regatão ganhou contornos próprios e se tornou uma das principais atividades econômicas naquilo que Alípio Goulart chamou de "comércio de mascateação". E assim, "Era nesse meio que aquêle tipo de comerciante, lotando uma embarcação com mercadorias no valor de muitos contos de réis, em regra obtidas à crédito, o que já era motivo de preocupação, e acompanhado de uma tripulação lotérica, arrebanhada a êsmo nas ribeiras ou nas povoações indígenas, embrenhava-se na hinterlândia amazônica, na consecução de um giro comercial que se prolongava ppr meses."(1) E assim, "Nos centros mais distantes da Amazônia ancorava a canoa do regatão, abarrotada de quinquilharias, fazendas, armas e tudo aquilo de que o seringueiro ( e às vêzes até mesmo o seringalista) precisava.(2) Na belíssima ilustração de Israel Cysneiros, temos um Regatão se aproximando da margem do rio para mostrar seus produtos e novidades a família do caboclo que se aproxima....
Daquilo que se come.
Histórias da Alimentação e receitas afetivas.