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Isso não te contaram.

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Curso.

🍽️ E se você pudesse voltar a Belém de 150 anos atrás… e descobrir o que chegava à mesa dos belenenses? Estão abertas as inscrições para À MESA DE BELÉM — O que se comia há 150 anos? , um curso 100% online, com aula AO VIVO , baseado nas pesquisas do meu livro Do que se Come: Uma história do abastecimento e da alimentação em Belém (1850–1900) . Durante 2 horas , vamos viajar pela Belém do século XIX para descobrir: 🍲 O que se comia entre 1850 e 1900 🛶 De onde vinham os alimentos e como chegavam à cidade ⚖️ Quem podia comer o quê — e o que a comida revelava sobre as desigualdades 🏛️ Como a riqueza da borracha transformou hábitos, sabores e formas de comer 📜 Documentos, receitas e histórias reais que ajudam a reconstruir essa Belém à mesa. E você ainda poderá escolher: ✨ SÓ O CURSO — R$ 67,00 Aula ao vivo + material exclusivo + certificado de participação. 📚 CURSO + LIVRO — R$ 139,00 Aula ao vivo + material exclusivo + certificado + 2ª edição revisada e ampl...

A Extraordinária Cozinha dos livros.

⏱️ 1 minuto com trecho de livro e alimentação. 📖✨ "O ensopado de pasta de soja com amêijoas e mexilhões tinha um leve toque de pimenta, deixando o sabor rico e, ao mesmo tempo, picante. O ssamjang, feito com repolho crocante e vários outros ingredientes,  parecia ser preparado com o tempero doenjang que só se encontra no campo. A cavala grelhada, bem tostada, estava dourada e chiando, e ao lado do enroladinho de ovos com cenoura picada e brócolis estavam o kimchi de rabanete e kimchi de nabo ".(1) 🍲📖 Na panela literária de hoje tem comidinhas coreanas: Ensopado de pasta de soja com amêijoas e mexilhões, ssamjamg de repolho, cavalaria grelhada, enroladinho de ovos e kimchi. 🥕🥘🍱🍜🍚 . . . 📚✍️🏽 Referências. 🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos. (1) JEE-HYE, Kim. A Extraordinária Cozinha dos livros, Trad: Juliane Ferreira da Silva Santos. 1 ed. 1 reimp. São Pau...

Mestre Martinho- Arraial.

Osvaldo Orico dizia que o que faz a cozinha amazônica única é que ela é uma cozinha ao ar livre. De fato, esse é um dos aspectos que mais eu amo em Belém. Especialmente, no São João e também em outras festividades, os arraiais, faziam a alegria da população. Segundo Orico, "À porta das igrejas. Na calçada dos largos. Na relva dos jardins públicos. Na esquina de certas ruas. Em qualquer ponto onde vierem pousar as tacacazeiras com as panelas amarradas em toalhas para conservar o calor ou com os fogareiros para esquentar munguzá, os bolos de milho, os beijos ou ferver as pupunhas e os piques que trazem nos paneiros".(1) Um dos arraiais mais famosos de Belém era o arraial de Mestre Martinho, no Umarizal,  cujo brinde para quem subisse no pau-de-sebo era gordas galinhas assadas, pães-de-ló ou outro petisco cobiçado no momento. No arraial de Mestre Martinho, "Mestre Martinho fazia erguer nas redondezas de sua palhoça (...) Era o mastro de um velho navio abandonado...

Menu de Madame.

Segunda-feira com receita histórica, da coluna Menu de Madame, publicada em Belém,  no jornal Folha do Norte, no ano de 1950. As receitas são também retrato do contexto daquela época e da sociedade. Através dos ingredientes e das formas de preparo é possível identificar todas as misturas e influências ao longo de seu processo histórico.(1) A coluna Menu de Madame era voltada para a mãe, a mulher da casa, dona do lar, socializando receitas. Importante dizer que a coluna publicada no jornal Folha do Norte pode ser compreendida à luz das explanações de Maluf & Mott, quando demonstram a constituição de um padrão pelo qual a sociedade, nas primeiras décadas do século XX, construiu para o papel da mulher como mãe de família. Um discurso que era elaborado a partir do papel de mãe, esposa e dona de casa. (2) A historiadora Maria Cecília Pilla ao analisar os manuais de administração do lar e livros de cozinhas que circulavam no Brasil da virada do século XX até...

Sabores do Arquivo.

              📰 Sabores do Arquivo. O que um anúncio de hotel, em plena Segunda Guerra Mundial,  revela sobre a alimentação em Belém em 1943? Publicado na revista Pará Ilustrado, em 2 de junho de 1943, este anúncio do Grande Hotel, localizado na Praça da República, não destaca apenas o conforto dos apartamentos. Entre os maiores atrativos aparece a informação de uma "cozinha de primeira ordem". Na década de 1940, hospedar-se em um grande e refinado hotel significava também viver a gastronomia. Os hotéis eram espaços de encontro de uma elite, de viajantes, políticos, artistas  e comerciantes, onde eram servidos desde cafés da manhã até mesmo almoços, jantares e banquetes que acompanhavam a culinária refinada da época. Outro detalhe curioso é a valorização, no anúncio, da água corrente em todos os quartos, do banheiro privativo e do terraço ao ar livre. Todos esses produtos eram símbolos de modernidade e luxo em uma...

Os santos da alimentação: São Benedito.

Os Santos da Alimentação Brasileira".* Um dos santos mais famosos relacionados a Alimentação ao longo do Brasil é São Benedito.Aqui no Pará, São Benedito é santo importante e, é difícil não vê-lo na casas. Várias das festividades que acontecem aqui tem em São Benedito o santo padroeiro. Uma das mais famosas é  a Marujada na cidade de  Bragança. Segundo Câmara Cascudo: " A popularidade [do São Benedito] é mais viva entre mestiços e brancos. Quinze Pontífices usaram esse nome, desde o séc. VI ao XX. Benedito, mouro siciliano, faleceu em 1589, mas fora canonizado nas duas primeiras décadas do séc. XIX pelo Papa Pio VII. Explica-se que a sua vulgarização devocional independeu do consagratório canônico.(1) Por isso, “O São Benedito na cozinha garante fartura”,informa Hildegardes Vianna, exímia na documentária baiana. São Benedito foi cozinheiro, multiplicador de vitualhas no seu convento em Palermo".(2) Logo, se recorre a São Benedito para que se tenha fartura ...