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Os Santos da Alimentação Brasileira*

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A relação entre os santos e a Alimentação.

A relação entre os santos e a Alimentação é antiga, remonta aos deuses gregos e romanos. Uma grande parte dessas crenças estavam relacionadas ao abastecimento, a casa e  principalmente a família ter abundância de alimentos. Como nos aponta Cascudo "os povos cristãos titulares seus padroeiro na manutenção  do sustento" assim "essa relação é importante porque ela permite para seus devotos a certeza de "fartura alimentar cotidiana". (1) Hoje é dia de Santo Antônio. Dia de pãozinho de Santo Antônio,  que deve-se ter em casa num pote de farinha para ter fartura o ano todo, sendo também a garantia de que comida não faltará no prato. Tenho certeza que muitos de vocês já puderam ver essa tradição? Assim, " Até hoje, na devoção popular, os “pãezinhos de Santo Antônio” são colocado pelos fiéis nos sacos (vasilhas, latas) de farinha e de outros alimentos, com a fé de que nunca lhes faltará o que comer. Mais do que a origem do “Pão de Santo Antônio”, impo...

Manchetes à Mesa.

Separei 3 notícias curiosas sobre histórias da alimentação em Belém de outros tempos, numa curadoria especial feita por mim:  Sidiana Macêdo, autora e criadora do @daquiloquesecome — o teu portal diário sobre as histórias da alimentação da Amazônia. Entre costumes, sabores que marcaram época e curiosidades que ajudam a entender como a cidade se alimentava no passado, essas histórias mostram que a comida revela modos de vida, memórias e transformações da nossa sociedade ao longo do tempo. As notícias de hoje foram publicadas em 15 de janeiro de 1876, no jornal Diário de Belém. 1- Grande leilão de miudezas.                       Hoje O agente Guiffon fará leilão em seu escritório, das seguintes miudezas: chapéos de veludo para senhoras, ditos para meninos e meninas, uma partida de louça fina, ervilhas, sardinhas, cordas de tripa para violão,...

Guaraná Amazônia.

Você sabia que um dos refrigerantes de guaraná mais saborosos do Pará, foi criado em Abaetetuba? Isso mesmo, o Refrigerante de Guaraná Amazônia é criação do Município de Abaetetuba,  no Pará. Abaetetuba está localizada na região do Baixo Tocantins, inicialmente chamada de Abaeté. O Guaraná Amazônia é produzido nacidade desde 1957, pela empresa Guaraná Amazônia que se localiza no município de Abaetetuba. Segundo do à empresa o refrigerante é "Feito com sementes torradas, aromatizadas com ervas e manipuladas por uma paixão de três gerações". (1)  A minha memória do Guaraná Amazônia sempre me levam para as férias na casa de vovó Consolo e as comemorações em família. ✨️ E você? Já conhece o Guaraná Amazônia? . . . 📚✍️🏽 Referências. 🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.k (1) @guaranamazonia.oficial

Regatão [Parte III].

Foi na Amazônia que o Regatão ganhou contornos próprios e se tornou uma das principais atividades econômicas naquilo que Alípio Goulart chamou de "comércio de mascateação". E assim, "Era nesse meio que aquêle tipo de comerciante, lotando uma embarcação com mercadorias no valor de muitos contos de réis, em regra obtidas à crédito, o que já era motivo de preocupação,  e acompanhado de uma tripulação lotérica, arrebanhada a êsmo nas ribeiras ou nas povoações indígenas, embrenhava-se na hinterlândia amazônica, na consecução de um giro comercial que se prolongava ppr meses."(1) E assim, "Nos centros mais distantes da Amazônia ancorava a canoa do regatão, abarrotada de quinquilharias, fazendas, armas e tudo aquilo de que o seringueiro ( e às vêzes até mesmo o seringalista) precisava.(2) Na belíssima  ilustração de Israel Cysneiros, temos um Regatão se aproximando da margem do rio para mostrar seus produtos e novidades a família do caboclo que se aproxima....

Regatão 🛶 [parte II]

Foi na Amazônia que o Regatão ganhou contornos próprios e se tornou uma das principais atividades econômicas naquilo que Alípio Goulart chamou de "comércio de mascateação". E assim, "Era nesse meio que aquêle tipo de comerciante, lotando uma embarcação com mercadorias no valor de muitos contos de réis, em regra obtidas à crédito, o que já era motivo de preocupação,  e acompanhado de uma tripulação lotérica, arrebanhada a êsmo nas ribeiras ou nas povoações indígenas, embrenhava-se na hinterlândia amazônica, na consecução de um giro comercial que se prolongava ppr meses."(1) E assim, "Nos centros mais distantes da Amazônia ancorava a canoa do regatão, abarrotada de quinquilharias, fazendas, armas e tudo aquilo de que o seringueiro ( e às vêzes até mesmo o seringalista) precisava.(2) Na belíssima  ilustração de Israel Cysneiros, temos um Regatão se aproximando da margem do rio para mostrar seus produtos e novidades a família do caboclo que se aproxima....

Páscoa Amazônica.

Entre fé, rios e floresta: a Páscoa amazônica. 🪑Puxa um cadeira, pega uma xícara de café ☕️  e leia o texto de hoje que tem Páscoa, fé e cultura alimentar na região da Amazônia. Quem mora na Amazônia, se acostuma a ver a beleza da fé que literalmente chega pelos rios. Os festejos de Páscoa entre populações ribeirinhas da região envolvem as procissões fluviais. As comunidades enfeitam seus barcos e se preparam para as procissões pelos rios. A paixão de Cristo que leva a fé pelos rios da Amazônia com adultos e crianças cantando e orando por todo trajeto maritimo da procissão. Mas, a Páscoa se completa com a mesa bem farta nas comunidades ribeirinhas, que é a extensão da celebração. Se os Rituais de Páscoa chegam na Amazônia pela colonização. A comida da mesa pascoal é ancestral e original desta terra. 🌿🐟💫🍴🍽 Nestas ocasiões após as procissões, as comunidades se reúnem para a refeição. Os pei...