Pular para o conteúdo principal

Histórias da Alimentação: Carnaval.

🎭🍺 O Carnaval e a cerveja.
O Carnaval, a cerveja e os dias festivos na História. 

A cerveja já era bem consumida e de certo modo bem popular desde a Antiguidade Clássica. Os festejos pagãos eram geralmente regados com cerveja. Desta forma, "A cerveja era, porém, a bebida mais popular. Uma das mais antigas bebidas fermentadas, foi feita ao longo dos tempos de misturas heterogêneas. Os romanos faziam cerveja de cevada. Mais tarde, outros cereais entrariam na sua preparação. Somente no final da Idade Média, lúpulo seria adicionado a cevada, trigo ou aveia".(1) E ainda, desde a Antiguidade "A cerveja com frequência era oferecida em dias festivos, como dias santos, batizados, casamentos e funerais"(2)

E qual a relação da Cerveja com o Carnaval Brasileiro? Segundo Antonio Layton Souza Maia a fábrica de Cerveja Brahma inicia essa relação que perdura até hoje associando a cerveja ao Samba e depois ao Carnaval. Nesse sentido, "a cerveja expandiu-se principalmente entre as ruas cariocas, mesmo lugar que viu o desenvolvimento do samba. É provável, desse modo, que samba e cerveja tenham evoluído juntos (...)". E ainda, "Ary Barroso, por exemplo, compôs uma marcha para a Brahma intitulada Chopp em garrafa, em homenagem ao recente lançamento da empresa, a Brahma chopp. A marchinha fez tanto sucesso, que a Brahma chopp foi largamente consumida no carnaval de 1934".(3) A propaganda e associação ao Carnaval rendeu a empresa lucros elevados e de certo modo a popularização da sua cerveja Brahma. À partir daí, no Brasil, o Carnaval foi um dos eventos responsaveis pela popularização do consumo da cerveja. Tornando a cerveja a bebida que é a cara da cultura do Caranal brasileiro. 

🍻🎭O Carnaval ajudou a transformar cerveja em cultura.

📚✍️🏽 Referências. 
🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. 
Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
(1) Franco, Ariovaldo, De caçador a gourmet:uma história da gastronomia. 4° ed. Rev. São Paulo:Editora Senac São Paulo, 2006, p, 69.
(2)Forsyth, Mark. Uma breve história da bebedeira. Trad. Ligia Azevedo. 1° ed. São Paulo. Companhia das Letras, 2018. P,123. 
(3)Antonio Layton Souza Maia. O samba e a cerveja como símbolos nacionais: eu sou Brahmeiro. Universidade Federal do Ceará
http://musimid.mus.br/9encontro/wp-content/uploads/2013/11/9musimid_maia.pdf acessado em fevereiro de 2026. 


 












Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Quadrados Paulista.

Olá, leitores! Essa receita é daquelas que é sensacional, veja bem: eu coloquei dois conceitos no meu livro um M/ DE MARAVILHOSO E UM E/excelente de tão boa que é!Façam, hoje mesmo :) sem palavras para descrever a tal gostosura. Quando fiz e provei essa receita, entendi que o livro Dona Benta tem raridades únicas e me questionei como aquela blogueira fazia duras críticas ao livro? Por que a minha experiência com ele a cada receita tem me deixado mais maravilhada, só posso pensar que a pessoa não deva entender muito da grandiosidade que é um livro que por gerações vem fazendo parte da cozinha de tantas pessoas...Enfim, vamos a receita: Quadrados Paulistas: p. 829. Ingredientes: Massa: 1 xícara chá de manteiga. 2 xícaras chá de açúcar. 2 xícaras chá de trigo. 1 colher de chá de fermento. 1/2 xícara de leite. 4 ovos separados. Glacê: Açúcar. Água ou sumo de laranja. Modo de Fazer: passo-a-passo:  Bata a manteiga com o açúcar, junte as gemas,...