A forma de comércio chamada de Regatão chegou ao Brasil através dos portugueses. E aqui segundo AlípioGoulart: "a transposição do vocábulo, de Portugal para o Brasil, com o significado de vendedor ambulante de gêneros alimentícios"(1). Na pirmeira metade do século XIX, Debret registrou um comércio de Regatão no Rio de Janeiro, o qual, ele denominou de Quitandeiro de canoa. Segundo ele, "O rigor dessas leis fazia proliferar esse tipo de mascate marítimo, em geral, homens livres, que levavam de canoa todo tipo de mantimentos até os navios. Frutas e os mais variados tipos de bebidas eram vendidos aos marinheiros que, neste instantâneo de Debret, estão comprando uma bolacha e uma caneca de chá ou café" (2). As leis que o autor faz referência eram sobre a permissão do desembarque nos portos brasileiros. Foi ele também que fez essa ilustração de um vendedor de canoa, em 1828,observem que na canoa do vendedor à esquerda havia uma panela ao fogo de onde saia uma fumaça. No canto a direita temos sacos com bolachas e cachos de banana. No chão, havia uma caneca que provavelmente era utilizada por ele para vender o chá ou café que comercializava. No Brasil, o comércio de Regatão irá ganhar muitas formas. Aqui na Amazônia será completamente resignificado, ganhando contornos próprios.
O Regatão na Amazônia, será o tema do meu próximo texto. Fica por aqui...
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📚✍️🏽 Referências.
🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
(1) José Alípio Goulart. O Regatão:mascate fluvial da Amazônia. Coleção terra dos papagaios. Ed. Conquista. Rio de Janeiro. 1968.p, 23.
📸(2) J. B. Debret, Rio de Janeiro. 1826. In: Debret e o Brasil Obra Completa 1816-1831. Julio Bandeira e Pedro Corrêa do Lago. Nova edição revisada e ampliada. Editora Capivara, 2013. P. 200. 🔖Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. p, 234.
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(1) José Alípio Goulart. O Regatão:mascate fluvial da Amazônia. Coleção terra dos papagaios. Ed. Conquista. Rio de Janeiro. 1968.p, 23.
📸(2) J. B. Debret, Rio de Janeiro. 1826. In: Debret e o Brasil Obra Completa 1816-1831. Julio Bandeira e Pedro Corrêa do Lago. Nova edição revisada e ampliada. Editora Capivara, 2013. P. 200. 🔖Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. p, 234.
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