Pular para o conteúdo principal

Viagem ao Peru I

Sidiana Ferreira
Vista dos Andes.

Sidiana Ferreira
Lima/Peru

Sidiana Ferreira
Lima/Peru
Olá, leitores!

    À todos aqueles que gostam de viajar e de comer bem durante as viagens, hoje faço considerações importantes sobre o Peru pelo seu viés gastronômico, o Peru é um país especial, não apenas pelos pontos turísticos ou belas paisagens, mais porque é de uma cultura muito rica e variada existe nas ruas uma mistura do tradicional e o moderno é realmente uma maravilha.
    Tendo na sua culinária uma das mais variadas e saborosas do mundo. Ingredientes como batata, milho, amendoim, pimentas, quinua e peixes frescos são anteriores aos incas, enquanto carnes vermelhas, de porco e de frango forma trazidos pelos espanhóis. Existe a chamada comida crioulla resultado da mistura de ingredientes espanhóis, africanos e andinos.
   Minha primeira parada em julho de 2010 foi em Lima, onde tive o prazer de saborear pratos deliciosos e claro o refrigerante tradicional peruano chamado de "Inka Cola" um refrigerante com sabor parecido de chiclete e de uma cor amarelado como ouro. Vale muito conferir!
    Foi também neste primeiro dia que como boa degustadora de doce que sou, experimentei na "Trattoria di Manbrino" em Miraflores, considerado o melhor restaurante italiano de Lima e por suas sobremesas exóticas preparadas pela chef da Tv Sandra Plevisani, a rainha das sobremesas de Lima, experimentei uma sobremesa que não falta nos cardápios locais: suspiro a la limenã, sobremesa, da qual, virei fã e que aprendi a fazer e vez por outra faço em casa para lembrar de viagem. Em outro momento disponibilizo a receita aos leitores. 
   Outro ponto gastronômico que deve ser conhecido é o restaurante "L´Eau vive", no centro de Lima, o restaurante água da vida é administrado por uma ordem de freiras francesas, na qual, toda a renda vai para caridade, fui pelo almoço, entretanto a noite as freiras cantam Ave-Maria, sendo o cardápio do almoço mais acessível do que o da noite. A hospitalidade das irmãs que são as que fazem e servem os pratos é nota mil, neste restaurante um prato saboroso foi o "Fillet com toucinho, papas fritas e coupe L' Eua vive". Uma maravilha.
    A noite fomos ao Barranco outro ponto turístico que deve ser conhecido em Lima, era uma área de diversão da aristocracia onde é possível encontrar mansões em ruas arborizadas. Fomos a um restaurante "Rústica" onde foi possível degusta certa variedade de petiscos muito saborosos como papas fritas, coxinha de frango, pastel frito e queijo todos acompanhados com cremes de variados sabores como um feito de abacate e pimenta, uma delícia.
     Este foi o primeiro dia em Lima, ainda tenho muitos comentários da cozinha peruana o que farei em outras postagens, quero terminar lembrando que além de uma cozinha rica e variada com muitos tipos de papas,  fica o prazer de saber que você somente conhece a América do Sul quando visita países como Peru ou Bolívia, são países em que podemos visualizar semelhanças com o Brasil, talvez pela variedade cultural, É uma viagem maravilhosa e humanizadora.
Sidiana Ferreira

Sidiana Ferreira

Plaza Mayor, antiga plaza de Armas, que Francisco Pizarro fundou Lima. A praça sedia instituições como a Catedral, o Palacio Arcebispado e da Municipalidade bem como o palácio de Governo.
Até o próximo prato!

Comentários

  1. Sid, como você anda acompanhada com uma companheira de viagem, que não tem medo de se aventurar, experimentei a "chicha". Devo lhe dizer que é um refresco fermentado, doce mas com um quê de azedinho, um sabor proximo do aluá.
    Eu já conhecia a chicha, feita com milho branco, pois tomei quando criança, na Bolívia, mas também foi novidade essa chicha feita com milho roxo e me parece numa escala mais industrial.
    Abs.
    Nádia Brasil

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário, participe, você também faz o blog...

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Peixe-boi.

O consumo da carne do peixe-boi era muito importante na composição da dieta alimentar da região amazônica. Segundo Francisco Xavier Sampaio, no século XVIII, a carne de peixe-boi era apreciada, “principalmente a do ventre”, por ser “gostosíssima”. Dessa carne se faziam “chouriços com as próprias tripas”. Conforme deixou registrado em seu Diário da viagem da Capitania do Rio Negro, ainda que tivesse “o nome de peixe, tem mais gosto, e aparência, de carne”.(1) Ambrósio Fernandes Brandão, por sua vez, ressaltava a variedade do consumo da carne de peixe-boi em diversos pratos, inclusive como picados e almôndegas. Segundo Brandão: "Este pescado se toma e pesca às farpoadas pelos rios aonde desembocam os de água doce, e comido tem o mesmo sabor e gosto da carne de vaca sem haver nenhuma diferença de uma cousa ou outra, entanto que, se misturarem ambas as carnes em uma panela dificilmente se conhecerá uma da outra. E por este respeito se come este pescado cozido com couves, ...