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Farinha de Mandioca: o pão do paraense.

A farinha de mandioca é um alimento de origem indígena bastante consumido na capital e interiores, no século XIX, ela tinha a função de prato principal ou complemento alimentício da capital paraense. Ela desembarcava todos os dias nos portos entre eles o do Sal localizado na Cidade Velha, vinda dos interiores em maior escala. A importância da farinha dava-se pelo fato de seu enorme consumo em toda província. Assim era significativo o cultivo da mandioca para a fabricação de farinha nos interiores, até porque, assim como o peixe que se aproveitava todas as partes um pouco, muito se aproveitava da farinha como alimento rico em carboidratos se fazendo bolos, xibés, pirão e pães. Havia uma gama de variedades que podia dela se utilizar. Assim a mandioca era um alimento constante na alimentação da capital na segunda metade do século XIX, ela estava entre os itens de primeira necessidade, sendo o ‘trigo’ amazônico, estando presente no almoço como farinha d’água, no café como a farinha de tapioca, bolos, roscas, beijus etc. ou mesmo num simples xibé sendo consumido sozinho ou degustado com uma posta de peixe ou ainda uma carne seca ou verde. Até os dias de hoje, é coisa rara uma casa em Belém que não tenha uma boa farinha num pote para o almoço. Aliás, pode-se dizer que paraense que se preze tem sempre uma farinha torrada a espera de um açaí, uma carne ou um bom peixe frito. Aqui uma posta de peixe frito, torna-se um excelente petisco quando degustado com uma farinha bem torrada. Fico aqui com uma cena comum na cidade desde os tempos passados: Em alguma feira se você observar atentamente verá um comprador chegando na barraca colocando a ponta dos dedos no saco de farinha e numa rapidez jogando na boca aquele punhado de farinha pra saber se está torrada. Quer experimentar?
Até o próximo prato!

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