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A fartura como sinal de poder...

Olá, leitores!
Estou ainda lendo o livro de Queleier sobre a gula e a cada página novos conhecimentos são adicionados, muito me interessou uma análise que ele faz sobre a fartura como sinal de prestígio social e poder no mundo de outrora. Vivemos num mundo da magreza absoluta...e está associada a saúde, boa vida sendo a receita para um corpo são não é a mente sã como diziam os gregos, mais estar magro...A beleza gira em torno disso, os programas de TV, matérias em sites, as novelas...o boom agora é comer bem, sem gorduras e assim viver feliz. Quem não se encaixa no perfil imposto pela sociedade não é feliz!!!
Não estou aqui fazendo apologia à comida gordurosa como sinal de felicidade... mais uma coisa temos que concorda muitas comidinhas do passado são de dar água na boca!?
Segundo o autor, na Idade Média a gordura era um sinal de poder social e prestígio, tanto que utilizava-se o termo Table Grasse ou seja mesa gorda para referir-se a riqueza e poder de uma pessoa, uma mesa ricamente cheia trazia mais felicidade, quanto mais robusta era uma pessoa mais feliz está deveria ser, nestas épocas a comida era associada a felicidade. Bem diferente de hoje, quando comer uma panela de brigadeiro é sinal de infelicidade e depressão. Afinal, quem estaria certo os homens do passado ou nós!? Quem nunca se imaginou perdido na floresta achando uma casa de doces feito João e Maria? Acredito que é possível ter um meio termo é possivel comer de tudo, só que com moderação.
Para saber mais é só ler o livro de Queleier, Florent. Gula:história de um pecado capital. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2011.
Até o próximo prato!

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