Pular para o conteúdo principal

Projeto "O Cozinheiro Imperial"

Bom dia!

Meu projeto de fazer todas as receitas possíveis do livro "O Cozinheiro Imperial", tido como o primeiro livro de receita do século XIX, teve início em 18 de agosto de 2016. Já realizamos várias receitas. O marcador de time encontrado no blog é referente ao projeto, que tem como tempo estimado dois anos.  

Gostaria de convidar todos que gostem do mundo da alimentação, ainda que por curiosidade ou mesmo aqueles que adoram provar novos sabores, que nos acompanhem neste novo projeto. Acredito que será uma viagem gastronômica única pelos sabores do século XIX.

No projeto irei fazer todas as receitas que sejam possíveis do livro "O Cozinheiro Imperial", considerado um marco da boa mesa brasileira. O livro considerado o primeiro livro da culinária brasileira, que traz cerca de 1.200 receitas e que foi editado pela primeira vez em 1840, de autor desconhecido, porém um sabido cozinheiro da nobreza, este livro foi redescoberto em 1995 pela professora universitária e cozinheira Vera Sandroni.

Vocês podem acompanhar os resultados no blog. O livro traz ao leitor uma panorama da cozinha internacional adaptado ao com muita criatividade aos trópicos com uso em larga medida de ervas e especiarias nativas.

Dando aos pratos novos sabores e criando assim a cozinha mestiça do Brasil. Uma cozinha que é hibrida e que apresenta diferenças em cada estado, uma vez que, cada um tem seu próprio processo histórico. 

Com este projeto quero mostrar como parte da sociedade do século XIX comia; e para aqueles ainda muito crus na arte de comer e cozinhar, ensinar que é possível cozinhar de forma prática e saborosa. 
E deixo o convite nas palavras do próprio autor R. C. M. 

"De que serve, leitor, hajam manjares Bons doces, bons pitéis bem singulares,
Altos recreios, que o prazer dedica. Para a boca tornar mais sábia e rica (...)".

E vamos lá?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Peixe-boi.

O consumo da carne do peixe-boi era muito importante na composição da dieta alimentar da região amazônica. Segundo Francisco Xavier Sampaio, no século XVIII, a carne de peixe-boi era apreciada, “principalmente a do ventre”, por ser “gostosíssima”. Dessa carne se faziam “chouriços com as próprias tripas”. Conforme deixou registrado em seu Diário da viagem da Capitania do Rio Negro, ainda que tivesse “o nome de peixe, tem mais gosto, e aparência, de carne”.(1) Ambrósio Fernandes Brandão, por sua vez, ressaltava a variedade do consumo da carne de peixe-boi em diversos pratos, inclusive como picados e almôndegas. Segundo Brandão: "Este pescado se toma e pesca às farpoadas pelos rios aonde desembocam os de água doce, e comido tem o mesmo sabor e gosto da carne de vaca sem haver nenhuma diferença de uma cousa ou outra, entanto que, se misturarem ambas as carnes em uma panela dificilmente se conhecerá uma da outra. E por este respeito se come este pescado cozido com couves, ...