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João Rufino.


Era o ano de 1897, o dia era 15 de dezembro, na cidade de Belém, no seu centro e em torno dele muitas pessoas passavam todos os dias para os seus afazeres diários, naquela época a cidade de Belém tinha o maior porto da região. Eram navios que chegavam e saiam todo os dias, a vida era muito movimentada em torno do Ver-o-peso. Um destes personagens era João Rufino adorador de uma boa bebida sobre ele encontramos a seguinte notícia: "João Rufino bebe, não bebe pouco. Quando bebe, não come; mas quando chega à conta; dá-lhe uma fome...e mais que fome: dá-lhe umas phantasias. Hontem, cerca de 11 horas do dia, estava o nosso Rufino, ali pelo Ver-o-pezo, sob uma carga de alto lá com ella. Deitava discursos e... nos intervallos, petiscava os doces, que em charões, algumas vendedoras ambulantes ali tinham. Chega o capitão Mattos, apieda-se do homenzinho e fal-o conduzir ao xadrez da estação". 1
A notícia nos aponta duas realidades naquele momento da cidade de Belém. A primeira delas é da grande movimentação e circularidade de pessoas em torno do Ver-o-peso. A segunda delas é a existência das vendedoras ambulantes de doces que faziam da venda de doces em charões seu ganha pão. Muitos eram os vendedores ambulantes que por ali circulavam vendendo produtos como doces, caldo de cana, mingau, café e outros tantos. Muitas também são as histórias destes personagens reais que um dia compunham a paisagem da cidade de Belém. Sobre esses personagens como João Rufino, a partir de hoje estarei falando aqui no blog. 
Gosto de pensar que João Rufino continuou fazendo parte da paisagem desta Belém tão distante, mais tão bonita. E que ele tenha deixado as vendedoras de doces em sossego com  seus charões.Doces estes que deveriam ter sabor especial, já que eram petiscados por João Rufino.

1. Notícia extraída do jornal O Pará. Belém 15 de Dezembro de 1897. p. 3. 


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