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A Pastinaca.

Você conhece a pastinaca? A pastinaca já foi um dos legumes mais utilizados na Europa até o século XIX. Tanto que ela aparecia em várias pinturas. Na pintura, de Pieter Aersten, intitulada "A verdureira", datada de 1567, temos um belíssimo quadro com os principais legumes consumidos. No canto a direita, temos três belas pastinacas. É muito interessante a história desde legume que foi de um dos mais utilizados até meio que "esquecido" porque segundo Évelyne Bloch-Dano: "o coeficiente negativo está associado à alimentação dos camponeses, talvez até do gado, e pior, dos porcos (...) Essa perda de crédito se reflete na língua sob a forma de injúrias, tais como "pastinaca podre", na Costa do Ouro, ou "panesennec", imbecil, em bretão".(1)  Lúcia Gomensoro assim descreve a pastinaca: "É uma raiz, também conhecida como "cenoura branca". Tem forma alongada, cor branca,  sabor adocicado e apresenta um aroma característico e penetrante. Desenvolve-se de forma selvagem, em lugares úmidos.  Pode ser utilizada cozida em sopas, cortada em rodelas ou tirinhas,  fervida e depois frita em manteiga. Foi trazida pelos europeus, para as Américas,  no século XVII".(2)
Mas, como o gosto muda e as simbologias em torno dos alimentos também Bloch-Dano nos diz que: "O prestígio de que gozam atualmente os legumes antigos é uma prova da evolução do gosto(...) É um legume delicioso,  desde que comprada tenra e fresca. Na Inglaterra e na Irlanda, é saboreada também na sobremesa, cozida em mel. Os irlandeses, aos quais nada do que se refere à  cerveja é estranho, extraem da pastinaca uma bebida fermentada que, sem rivalizar com a Guinness, não deixa de evocar seu sabor ligeiramente adocicado".(3) E você sabia da importância deste legume?
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📚✍🏽Referências.
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🖼A verdureira. Pieter Aersten. 1567.
(1)(3) BLOCH-DANO,Évelyne. A fabulosa história dos legumes. Trad: de Luciano Vieira Machado, prefácio de Michel Onfray.  São Paulo: Estação Liberdade, 2011. p, 102;103 e 104.
(2)GOMENSORO, Maria Lúcia. Pequeno dicionário de gastronomia. RJ: Objetiva, 1999. p, 303. 

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