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Marmelada de Mandioca.

E a marmelada de mandioca? Você já ouviu falar? Foi este o nome que Johann Nieuhof ouviu quando esteve no Brasil no século XVII [1640] para um doce feito com o caldo da mandioca. Segundo ele o doce era "delicioso" e aqui "Chamam-no marmelada de mandioca."(1) Ele descreve como era feito: "O caldo que escorre da mandioca prensada, deixado a decantar, produz(...) um depósito (...) Êsse caldo pode ser cozido até adquirir a consistência de uma papa que se pode comer ou usar para goma. Os portugueses adicionam a êsse ângu,  açúcar, arroz e água de flor de laranjeira preparando assim um doce delicioso. Chamam-no Marmelada de Mandioca."(2)Importante dizer que George Marcgrave em Historia Naturalis Brasiliae, escrito com Guilherme Piso, publicado em latim em 1648, também havia descrito a "Marmelada de mandioca", porém, na descrição dele a Marmelada de Mandioca era feita com caldo de mandioca adicionado apenas de arroz e açúcar. (2) Mas, se o doce era feito do caldo de mandioca, por que o nome de marmelada? Porque como nos informa Gomensoro era comum nos séculos XVI e XVII, no Brasil, que: "marmelada" era o termo genérico com que se denominava qualquer doce em pasta".(3) Na belíssima ilustração de Champney, do século XIX, uma mulher extrai o sumo da mandioca no tipiti, o ingrediente básico da Marmelada de Mandioca, segundo as informações dos cronistas. E você? Já conhecia a história da Marmelada de Mandioca?
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📚✍️🏽Referências.
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📸 Desenho de James Wells Champney (1843-1903).In: SMITH, Hebert H. The Amazons and the Coast. Illustrated from sketches by J. Wells Champney and others. New York: Charles Scribner’sSons, 1879.Título:The grater. Data:1860. Descrição:lápis e guache, pb. In:
https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/35605
(1) Johann Nieuhof. Memorável viagem Marítima e terrestre ao Brasil. Trad. Moacir N. Vasconcelos. Livraria Martins. SP, 1942.
(2) Historia Naturalis Brasiliae.Guilherme Piso, George Marcgraf. Tradução: José Procópio de Magalhães/Alexandre Correia
(3) GOMENSORO, Maria Lúcia. Pequeno dicionário de gastronomia. RJ: Objetiva, 1999. p, 256. 

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