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Paraense papa-chibé!

Segundo escritor local Osvaldo Orico a cozinha amazônica é por excelência a mais original e nacional das cozinhas do país, em seu livro "Cozinha Amazônica", o autor expõe de maneira maravilhosa todo o charme, originalidade e singularidade de nossa cozinha, após ler não tem como não se encantar com todos os sabores que nossa cozinha reserva. Concordo com o autor quando afirma que nossa cozinha é a mais autêntica. Além do mas, sempre foi uma cozinha ao ar livre, com tacacazeiras nos bairros vendendo o precioso tacacá, os tabuleiros de doces ou ainda aquele senhor com seu carrinho que saía as tardes gritando: pupunhaaaaaaaaaaaaaa! É verdade que tais cenas apesar serem forte em nossa cidade, são bem mais freqüentes e cotidianos nos interiores como Abaetetuba e outros.
 Talvez, em nossa capital, alguns costumes já tornam-se cada vez mais raros de ver, pois, o ritmo de vida tão atribulado que vivemos acaba por nos furtar de antigos prazeres, que até vinte anos atrás eram tão cotidianos. 
Quero dedicar essa postagem ao "Chibé" aquele que não faltava sob nenhum teto. Apesar de sua composição simples, da alimentação herdada dos índios, essa ganha uma importância grande na casa das pessoas que a tem por gosto. Composição simples porque é feito com uma pouco de água numa cuia ou tijela, farinha de mandioca de preferência a farinha d´água e sal. Três elementos que dão um sabor único e que pode ser acompanhado de um peixe assado na brasa ou um bom pedaço de carne. Para outros ao invés do sal eles adicionam   açúcar e tomam nas tardes quentes da Amazônia.
Segundo Orico, em suas memória,s dizia que: " O hábito estava tão propagado que havia até uma etiqueta para classificar a autenticidade do tipo regional: paraense papa-chibé. Isto é o elemento puro da terra, o que lhe seguia as pegadas e tradições".
Só lamento que hoje muitos dos paraenses que saem com camisas com frases regionais do tipo paraense papa-chibé, o fazem por modismo e não por conceber e conhecer os reais sabores regionais. 
Quanto ao chibé, pelo menos uma vez vale à pena conferir.
Até o próximo prato!

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