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Caju

Bom Dia!


E aqui em casa ganhamos uma cesta de caju! Isso mesmo caju!
E como é bom ganhar coisinhas de comer e frutas é bom demais.
O caju é rico em vitamina C e ferro.
Depois do beneficiamento do caju, preparam-se sucos, mel, doces, como cajuada, caju passas, rapadura de caju. 
Muito antes do descobrimento do Brasil e antes da chegada dos portugueses, o caju já era alimento básico das populações autóctones. 
O fruto da verdade do cajueiro é o que chamamos de castanha de caju. O caju é um pseudofruto.
Largamente utilizado desde o século XVI, era utilizado de diversas formas no suco, em doces, compotas e o que mais a imaginação permitisse. 
Segundo o viajante Bates, quando de sua viagem pelo Amazonas, ao passar em 1851, por Santarém, no Pará observa que: " O cajueiro é muito abundante e em alguns pontos se poderia falar em pomares (...) Amadurece em janeiro, e a gente mais pobre de Santarém saí então para os campos e colhe imensa quantidades, com que é considerada remédio contra certas doenças da pele. Os caroços são assados e comidos". O viajante nos informa que as pessoas mais pobres faziam uso em larga quantidade deste pseudofruto e que ele tinha propriedades medicinais. Era usado para doenças de pele. Além do mas, já nos informa que a castanha de caju também era consumida pelos moradores.
Outro viajante Pero de Magalhães Gandavo, no século XVI, já afirmava que: " A castanha é tão boa, e melhor que as de Portugal; comem-se assadas, e cruas deitadas em água como amêndoas piladas, e delas fazem maçapães, e bocados doces como amêndoas". 
Segundo Gandavo, elas tinham sabor melhor que as castanhas de Portugal! E me perdoem meu paladar de origem mais eu também acho!
E no meu caso soma-se a meu paladar afetivo, quando penso em castanha de caju, lembro de meu pai que nos dias que íamos para o sítio de minha tia Ivete... as torrada numa lata de leite e nos dava para nossa felicidade... aquele pedaço de felicidade! As minhas memórias sobre a castanha de caju nasceram ali...

Fontes: Bates, Henry walter. O naturalista no Rio Amazonas. p. 25.
Pero de Magalhães Gandavo. História da Província de Santa Cruz. p.37.

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