Pular para o conteúdo principal

Xícara Bigodeira.

Começando a semana com curiosidades do mundo da alimentação. Hoje vamos falar da xícara bigodeira você conhece? Já tinha ouvido falar sobre ela? Sabe por quem foi criada? E qual a função? A xícara bigodeira foi inventada pelo britânico Harvey Adams, por volta de 1860, sua criação está relacionada ao hábito comum aquela época do uso de bigodes. Isso mesmo, com design diferenciado a faiança tinha uma espécie de borda semicircular dentro em forma de meia lua e que lembrava inclusive o formato dos bigodes. Naquela época "Os bigodes floresciam durante toda a era vitoriana. Na verdade, a partir de 1860-1916, os militares britânicos realmente exigiram que todos os seus soldados estivessem com um bigode para personificar a autoridade que transmitia esse estereotipo". Por isso, a xícara bigodeira ganhava importância. Mas, é bom que se diga que ela não foi criada para "não molhar o bigode", explicação muito usada até hoje. Mas, seu uso torna-se importante devido a cera que era usada em grande quantidade para manter o bigode rígido e "bem alinhado", acontece que com o vapor quente dos líquidos, a cera derretia, o que fazia com que ela caísse no copo e ainda provocasse o desalinhamento do bigode. Segundo o site de um antiquário, o mercadonegroantiguidades, localizado no Centro Histórico de Porto Alegre e fundado em 1988, a: "cera era aplicada no bigode para mantê-lo agradavelmente rígido. E aí estava um problema que surgiu quando vapor que provinha das xícaras de chá quente ou café eram levadas até a boca para se beber: o vapor derretia a cera e ainda a enviava para dentro da xícara". (1) Por isso, fábricas famosas de faiança produziram em grandes quantidades as xícaras de bigodes, a exemplo, da "Meissen, Royal Crown Derby, Imari, o Royal Bayreuth, Limoges e outros. Cada fábrica criou sua própria versão deste utensílios de mesa masculino e a notícia de que a invenção logo se espalhou para a América".(2) O seu "desaparecimento do mercado", por volta dos anos 20, do século passado, está atrelado ao desuso da cera e não ao fim do bigode propriamente dito. Hoje "são objetos raros – colecionáveis".(3)
.
.
.
💬 E você? Já conhecia a história das xícaras bigodeiras? Me conta!
.
.
.
📚✍🏽 Referências. 
📸(1)(2)(3) Xícara Bigodeira. In: site: https:/mercadonegroantiguidades.com.br/xicara-bigodeira/  Acessado em 1 de março de 2022.🔖 Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

É CARNAVAL.

Na pintura de Debret temos uma imagem do Carnaval  ou como era chamado no século XIX, de Dia d'entrudo. O dia d'entrudo que começava no domingo e seguia-se nos três dias gordos, era dia de festa em que os brincantes se jogavam "limões "cheios de água perfumada. A cena se passava no Rio de Janeiro, no ano de 1823. Segundo Debret: " O carnaval no Rio e em todas as províncias do Brasil não lembra, em geral, nem os bailes nem os cordões barulhentos de mascarados que, na Europa, comparecem a pé ou de carro nas ruas mais frequentadas, nem as corridas de cavalos xucros, tão comuns na Itália. Os únicos preparativos do carnaval brasileiro consistem na fabricação dos limões-de-cheiro, atividade que ocupa toda a família do pequeno capitalista, da viúva pobre, da negra livre que se reúne a duas ou três amigas, e finalmente das negras das casas ricas, e todas, com dois meses de antecedência e à força de economias, procuram constituir sua provisão de cera. O limão-...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...