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Pirarucú.

Dalcídio Jurandir, em seu livro "Primeira manhã", fala da manta de pirarucu:
"Deixou ordem na “Lobato” para levar as coalhadas ao compadre, o Ex-Governador; ao dr. Gurgel, a manta de pirarucu, as
pescadas em salmoura do Lago Arari".(1) Mas, você sabe o que é uma manta de Pirarucu? À manta de pirarucu é segundo Vicente Chermont de Miranda: " Carne ou peixe retalhado em tiras mui finas, mas largas é longas para poderem fixar suficientemente impregnadas de sal e assim conserva-se por muito tempo. Manta de Pirarucu, de jabá, etc". (2) A manta, portanto, como resultado de uma técnica que permite a durabilidade do peixe. Nesse sentido, importante dizer que a carne salgada rende cerca de um terço de seu peso quando fresca, ou seja, um
pirarucu de 120 libras, seco da cerca de 40 libras de peixe. Avé-Lallemant informava, no século XIX, que a pesca da Amazônia chega a cerca de dois milhões de peixes por ano, grande parte é salgada e a outra consumida fresca.(3) No ano de 1876 dentre os impostos arrecadados
sobre os principais produtos da província estava o pirarucu seco com 1.021.761 kilos.(4) Segue tal situação para o ano de 1892 onde nos deparamos no jornal Diário de Notícias na seção de Leilões de várias partidas de peixes de diversas marcas e do próprio pirarucu. Em 1ª de julho de 1892 temos no trapiche da Companhia do Amazonas “venderá leilão diversas marcas de peixe” e ainda “diversas marcas de pirarucu”.(5) Na Iconografia, datada de 2829, temos a representação do peixe pirarucu. O pirarucu seco chegava para o abastecimento já beneficiado em mantas.
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💬 To be continued...
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📚✍️🏽Referências.
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🖼 Arquivo: Arapaima gigas, 1829. Impresso-Iconografia Zoologica. Universidade de Amsterdã. In:
https://commons.m.wikimedia.org/wiki/File:Arapaima_gigas_-_1829_-_Print_-_Iconographia_Zoologica_-_Special_Collections_University_of_Amsterdam_-_UBA01_IZ15000200.tif 
(1) Dalcídio Jurandir. Primeira Manhã.São Paulo: Martins,1967. p, 88
(2)Vicente Chermont de Miranda. Glossário Paraense. [Coleção de Vocábulos Peculiares à Amazônia e Especialmente à Ilha do Marajó]. Universidade Federal do Pará. 1968. p  52.
(3)AVÉ-LALLEMANT, Robert. No Rio Amazonas. Trad. Eduardo de Lima Castro. Belo Horizonte:Itatiaia, São Paulo: Edusp, 1980, p. 173.
(4) Fala Dr. João Capistrano Bandeira de Mello Filho. Em 15 de Fevereiro de 1877. Pará. Typ. do Livro do Commércio. Theophilo, Schoogel & Comp. Adm. Antonio Ribeiro dos Santos. 1877. p. 136.
(5) Diário de Notícias. Estado do Pará, Sexta-feira 1 de julho de 1892. N°. 142.





















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