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Cosme e Damião.

"Os Santos da Alimentação Brasileira".*
E se tem crenças de fartura no apego a Santo Antônio, Santo Onofre e Santa Zita...
Na Bahia, os santos Cosme e Damião, segundo Luís da Câmara Cascudo: "(...) assumiram a responsabilidade pela comida de todo dia comum".(1) 
E ainda, "Ficam no Rio de Janeiro rodeados de acepipes, já prontos, às vezes
dentro de um pires ou de uma xícara, misturados no feijão cozido, carne,
toucinho e farinha. Na cidade do Salvador oferecem o caruru dos meninos
em 27 de setembro, dia oblacional. As crianças são servidas e depois os
adultos, com canto e dança de roda. O processo aculturativo fez os santos
Cosme e Damião convergirem para os Ibeiji, Beiji, os gêmeos sudaneses,
reverenciados nos candomblés e que, na África Ocidental, têm missão diversa da propiciação nutritiva".(2) Portanto, no Camdomblé, como nos ensina Maria Helena Farelli, estes santos Ibejí e Beijí: "preferem doces a qualquer outra comida; mas em sua festa, no dia de Cosme e Damião, é feito o tradicional " caruru das criancas", que todos comem com as mãos.  Bebem suco de frutas e refrigerantes doces; e gostam de frutas e doces, como Maçã, pêra e uva".(3) Por todo o Brasil, existe a festa a Cosme e Damião ou Ibeiji e Beiji. A religiosidade sempre está relacionada às práticas alimentares.
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📚✍️🏽 Referências.
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📸 Cosme e Damião; Ibeji e Beiji. Acervo pessoal da autora. 2026.
* Título de Uso de Luís da Câmara Cascudo. (1)(2) Luís da Câmara Cascudo. Os santos da alimentação Brasileira. 2 edição, São Paulo: Global, 2008. p. 292, 293, 294, 295 e 296.
(3) Farelli, Maria Helena. Comida de Santo. 9° ed. Rio de Janeiro: Palmas, 2005. p, 91. 

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