E se existem os Santos populares da Alimentação Brasileira, por que não existem as Santas? Já que as mulheres são historicamente relacionadas ao cozinhar? Vem comigo conhecer mais essa história que envolve devoção, santos e alimentação. A devoção aos Santos relacionados a alimentação e que tem origem na Roma Antiga, desenvolve-se em torno do culto a uma deusa mulher, pensada a partir do lume e dos fogões, chamada de deusa Fornax. Que também estava relacionada a panificação e a proteção dos padeiros.
Segundo nos aponta Câmara Cascudo: "Numa Pompilius dera aos fogões uma égide, Fornax, e uma festa oficial, Fornacália, em fevereiro, movimentando toda a Roma (...) a deusa Fornax desapareceu com eles da cozinha de onde o cristianismo afugentara os sorridentes fantasmas milenares.
Mil quinhentos e setenta e três anos depois do decreto de Teodósio, o
culto larário e da Fornax sobrevive no Brasil em muitas reminiscências
populares; o respeito às chamas do lar e certas atenções à parafernália dos
fogões".(1) Devoção popular que ganhou lugar certo no Brasil. Por aqui, " os povos cristãos titularam seus padroeiros na manutenção do sustento". Um destas devoções era de uma santa feminina: "Havia uma santa a quem dedicavam as cozinheiras especial carinho, ajoelhando-se junto ao fogão e rezando nos dias de trabalho importante no plano culinário. Era Santa Zita, cozinheira durante sessenta anos na casa do signor Pagano di Fatinelli em Lucca, falecida em 1278. Ajoelhava-se perto do fogo para orar, como suas devotas imitavam, outrora, no Brasil Velho.
Fazia a comida render e não queimar, num descuido da responsável". (3) Santa Zita, era a versão feminina cristã da deusa romana Fornax. Fornax e Santa Zita são as versões femininas a quem recorrer para manutenção da fartura e dos alimentos nos lares ao pé do lume.
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📚✍️🏽 Referências.
🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
📸 Produzido pelo Canva IA Equipe.
(1)(2)(3) Luís da Câmara Cascudo. Os santos da alimentação Brasileira. 2 edição, São Paulo: Global, 2008. p. 292, 293, 294, 295 e 296.
Segundo nos aponta Câmara Cascudo: "Numa Pompilius dera aos fogões uma égide, Fornax, e uma festa oficial, Fornacália, em fevereiro, movimentando toda a Roma (...) a deusa Fornax desapareceu com eles da cozinha de onde o cristianismo afugentara os sorridentes fantasmas milenares.
Mil quinhentos e setenta e três anos depois do decreto de Teodósio, o
culto larário e da Fornax sobrevive no Brasil em muitas reminiscências
populares; o respeito às chamas do lar e certas atenções à parafernália dos
fogões".(1) Devoção popular que ganhou lugar certo no Brasil. Por aqui, " os povos cristãos titularam seus padroeiros na manutenção do sustento". Um destas devoções era de uma santa feminina: "Havia uma santa a quem dedicavam as cozinheiras especial carinho, ajoelhando-se junto ao fogão e rezando nos dias de trabalho importante no plano culinário. Era Santa Zita, cozinheira durante sessenta anos na casa do signor Pagano di Fatinelli em Lucca, falecida em 1278. Ajoelhava-se perto do fogo para orar, como suas devotas imitavam, outrora, no Brasil Velho.
Fazia a comida render e não queimar, num descuido da responsável". (3) Santa Zita, era a versão feminina cristã da deusa romana Fornax. Fornax e Santa Zita são as versões femininas a quem recorrer para manutenção da fartura e dos alimentos nos lares ao pé do lume.
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