Pular para o conteúdo principal

Pão de Milho...

Eu não poderia deixar de falar sobre o Pão na América. E para falar do pão em sociedades Incas, Astecas e Maias é fundamental antes de tudo, falar do milho. O milho nativo das Américas, conhecido como "grão dourado" era cultivado e de consumo diário pelos indígenas americanos. Como nos aponta o historiador Bil Laws, o milho "deu origem a duas das maiores civilizações já vistas na América do Sul" E ainda, "Este cereal já vinha fascinando o povo indígena da Costa peruana 4.500 anos atrás. Continuou crescendo e evoluindo até oa astecas errantes chegaram ao Vale do México no século XIII". (1) Com o milho, os incas faziam seus pães e astwcas suas famosas tortillas. A origem deste cereal aparece envolto de enigmas e mitos. Em um deles, se conta que: "quando os indígenas norte-americanos foram criados, um deles cansou-se de cavar em busca de raízes e deitou-se, sonhando, na relva da pradaria. Seus devaneios foram interrompidos por uma visão: uma bela mulher com cabelos longos e claros ao lado. "Se fizeres o que mandar", disse ela, "ficarei contigo para sempre". Apanhando gravetos, ela mostrou como esfregá-los num estopim de grama seca e acender um fogo que queimasse o solo. "Quando o sol se puser", ela recomendou, "arrasta-me pelos cabelos sobre as cinzas quentes". Ele obedeceu e, onde quer que a arrastasse, uma planta semelhante a uma gramínea brotava atrás dela. Essa dádiva fez com que seu povo não dependesse mais de raízes para se alimentar".(2) A partir do milho, da sua moagem e farinha, as sociedades americanas faziam seus pães achatados e sem levedo era sua fonte alimentar importante e cotidiana..
.
.
.
To be continued...
.
.
.
Referências.
🎨 Laws, Bill. 50 plantas que mudaram o rumo da História. Trad. Ivo Korytowski. Rio de Janeiro: Sextante, 2013. p. 210.
(1) (2) op. cit., p. 210; 211. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Peixe-boi.

O consumo da carne do peixe-boi era muito importante na composição da dieta alimentar da região amazônica. Segundo Francisco Xavier Sampaio, no século XVIII, a carne de peixe-boi era apreciada, “principalmente a do ventre”, por ser “gostosíssima”. Dessa carne se faziam “chouriços com as próprias tripas”. Conforme deixou registrado em seu Diário da viagem da Capitania do Rio Negro, ainda que tivesse “o nome de peixe, tem mais gosto, e aparência, de carne”.(1) Ambrósio Fernandes Brandão, por sua vez, ressaltava a variedade do consumo da carne de peixe-boi em diversos pratos, inclusive como picados e almôndegas. Segundo Brandão: "Este pescado se toma e pesca às farpoadas pelos rios aonde desembocam os de água doce, e comido tem o mesmo sabor e gosto da carne de vaca sem haver nenhuma diferença de uma cousa ou outra, entanto que, se misturarem ambas as carnes em uma panela dificilmente se conhecerá uma da outra. E por este respeito se come este pescado cozido com couves, ...