Pular para o conteúdo principal

Rabanadas em Kramer versus Kramer.


A indicação de filme deste domingo é o filme Kramer vs Kramer, drama, de 1979 conta a História de Ted Kramer, um pai que prioriza sempre o trabalho. Joanna, sua mulher, cansada de ter a família em segundo plano sai da casa, deixando seu único filho, Billy aos cuidados do pai. Contudo, em meio ao divórcio, Joanna reaparece pedindo a guardar do filho. Com o recusa de Ted, eles vão a justiça brigar pela custódia da criança. 
Segundo Ritter Fan, "Kramer vs. Kramer mergulha de cabeça no tema que, mesmo não sendo mais tabu nos EUA em 1979, quando a produção foi lançada, chamou atenção pela forma que a abordagem é feita (...) pelo roteirista e diretor Robert Benton tentando manter os dois pés fincados no chão e lidando com as consequências de maneira realista e dolorosa, arriscando inclusive uma escolha arriscada em usar como estopim para a trama o “abandono do lar” por Joanna Kramer, esposa e mãe de um menino de tenra idade e não o contrário".(1) E ainda, o filme conta com "(...) grandes atuações e texto certeiro em um filme que cumpre com maestria sua função de levantar importantes e ainda muito atuais discussões sobre a vida e os pequenos e grandes fracassos que a compõe". (2) A cena das rabanadas é uma das mais clássicas sobre cenas de comida em filmes. Ted tenta realizar o desejo do filho em fazer rabanadas "Se é rabanada que você quer, rabanada é o que você vai ter."(3) Porém, somente consegue queimar as mãos na tentativa de café da manhã. Além desta, existem outras cenas que se passam em torno do cotidiano da Alimentação, como a cena do sorvete.
.
.
.
Sobre receita de rabanadas eu indico o livro de Thorn, Becky. Jantares de cinema: receitas dos seus filmes favoritos, em que ela reproduz a receita do filme. (4) E tem também a versão da chef Paola Carosella que recentemente no quadro receita de família, no seu canal do YouTube, ensinou a sua receita de rabanadas. Ela inclusive, faz referência ao filme. 
.
.
.
Referências. 
🎬 Filme: Kramer vs Kramer. Ano: 1979 (EUA). Diretor: Robert Benton. Com Dustin Hoffman; Meryl Streep; Justin Henry; Jane Alexander. Gênero: Drama Distribuição Columbia Pictures.🔖 Qualquer óbice em relação ao vídeo por favor nos avisar. 
(1) (2) KRAMER VS. KRAMER por RITTER FAN,19 de maio de 2020. In: https://www.planocritico.com/critica-kramer-vs-kramer/ Acessado em 6 de abril de 2021. 
(3) (4)Thorn, Becky. Jantares de cinema: receitas dos seus filmes favoritos. Trad. Daniel Veloso. Belo Horizonte: Gutenberg Editora, 2011.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Peixe-boi.

O consumo da carne do peixe-boi era muito importante na composição da dieta alimentar da região amazônica. Segundo Francisco Xavier Sampaio, no século XVIII, a carne de peixe-boi era apreciada, “principalmente a do ventre”, por ser “gostosíssima”. Dessa carne se faziam “chouriços com as próprias tripas”. Conforme deixou registrado em seu Diário da viagem da Capitania do Rio Negro, ainda que tivesse “o nome de peixe, tem mais gosto, e aparência, de carne”.(1) Ambrósio Fernandes Brandão, por sua vez, ressaltava a variedade do consumo da carne de peixe-boi em diversos pratos, inclusive como picados e almôndegas. Segundo Brandão: "Este pescado se toma e pesca às farpoadas pelos rios aonde desembocam os de água doce, e comido tem o mesmo sabor e gosto da carne de vaca sem haver nenhuma diferença de uma cousa ou outra, entanto que, se misturarem ambas as carnes em uma panela dificilmente se conhecerá uma da outra. E por este respeito se come este pescado cozido com couves, ...