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Taça da Felicidade.

         

                É Natal! Feliz Natal!🎄🎄🎄
E por aqui Natal tem Taça da Felicidade. A taça da felicidade, uma sobremesa de festas de fim de ano aqui no Pará,  é de origem paranese, uma sobremesa que reúne tudo de melhor que temos aqui: pudins, manjares, frutas regionais, pudim de claras, pão de ló entre outros. Não era um sobremesa de ser encontrada pronta nas padarias e confeitarias, não! A Taça da Felicidade era doce encomendado, de doceiras profissionais e famosas na cidade de Belém. Aliás,  ela já aparece nos jornais do início do século XX, sendo anunciada pelas doceiras. Osvaldo Orico, nos diz que: "Quituteiras e doceiras são elementos indispensáveis na composição da cozinha amazônica".(1) Assim, "A cozinha do extremo-norte do país (...)exige de suas profissionais uma preparação e uma técnica que não se limita apenas ao uso d emoções, condimentos, mas a uma verdadeira performance nos métodos e segredos de seu trabalho". (2) Eram as doceiras e confeiteiras que faziam a Taça da Felicidade em Belém. A Taça da Felicidade é uma junção de doces europeus e paraenses. Mestiçagem de vários doces que culminará numa verdadeira taça de pura felicidade. Geralmente, ela era composta de um, dois, ou três pudins, alternados com muito creme de cupuaçu entre as camadas muitas frutas entre elas as regionais: como manga, uvas, castanhas , passas etc. Eu lembro quando criança na casa de minha avó Consolo, no Natal, a taça da felicidade era presença certa. E eu passava a noite esperando a hora de comer. Pra mim era a melhor sobremesa da vida. Além do Natal, a Taça da Felicidade nos anos 80, 90 era muito "chique e fina" não poderia ter comemorações em casa sem a presença desta sobremesa que surgiu no Pará. Na fotografia a taça da felicidade paraense feita pela confeiteira Tânia Lima. É de encher os olhos e o coração de memórias gustativas.
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💬 E você? Conhece a taça da felicidade? Já provou?
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📚 ✍🏽 Referências.
📸 Agradeço Tânia Souza de Lima pela gentileza em permitir o uso da fotografia de sua autoria. E a Sabrina Barbosa, pois foi através de seu intermédio que foi possível conseguir a fotografia. (1)(2) ORICO, Osvaldo. Cozinha Amazônica. Belém: Universidade Federal do Pará, 1972, p.59. 

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