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A mandioca II


Na história da agricultura brasileira a mandioca sempre teve uma importância única. Chegou como nos aponta Monteiro, na epoca do periodo colonial, o governo português "chegou a pagar funcionários e trabalhadores com alqueires de farinha". (1) No século XIX, em 1823, houve a chamada "Constituição da mandioca", onde para votar os eleitores tinham que provar uma renda mínima de 150 alqueires de plantação de mandioca, já os eleitores de segundo grau, ppr sua vez, precisavam ter renda mínima de 250 alqueires e eram eles que elegeriam os deputados e senadores, que precisavam de uma renda de 500 e 1000 alqueires para poderem se candidatar. Naquela época aliás, a farinha de mandioca era um dos principais alimentos dos escravos e trabalhos rurais. Vários viajantes ja faziam relatos sobre a mandioca, seus derivados e seus consumos pelas populações indígenas. A mandioca, foi a responsável pela colonização, no sentido de que ela era "pão" do colonizador, uma vez que: "por sua durabilidade e capacidade nutricional, a farinha de mandiica, então conhecida como farinha-de-pau, passou a ser mantimento fundamental no abastecimento das frotas do novo mundo, e também nas expedições que exploravam o continente por caminhos terrestres". (2) Mas, antes de tudo era o principal alimentos das populações indígenas. Os grupos indígenas foram os grandes protagonistas do cultivo, técnicas de preparo e formas de consumo de todos os seus derivados. Quem morador deste Pará, imagina que possa faltar farinha na sua casa? 

🎨MONTEIRO, Mário Ypiranga. Alimentos preparados à base de mandioca. In: Revista Brasileira de Folclore. Ano III, n. 5. Janeiro/Abril 1963. Ministério da Educação e Cultura. Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. Pp. 37/ 82. p. 38. 🔖 Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. 
(1) MONTEIRO, op. cit., p. 37. 
(2) Hue, Sheila Moura. Delícias do descobrimento: a gastronomia brasileira no século XVI. Com colaboração de Ângelo Augusto dos Santos e Ronaldo Menegaz. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. Ed. 2008, p. 59/60. 

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