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Sobre Menus.

Os menus tem muita história. Se engana quem pensa que eles somente cumpre a missão de informar sobre as opções de pratos. Durante o século XIX, os cardápios eram impressos na Europa por casas especializadas neles. Este foi estampado por Rafael Tuk & Seus - London & New York e preenchido pela tipografia G. Luzia geral & Filhos. Fornecido pelo hotel do GLOBO. É o único cardápio que tem a ilustração de um cachorro com um guardanapo onde está impressa a lista de comidas e bebidas.(1)Segundo Francisco Lellis, os menus surgem na França, o país se destacava na arte do bem viver e que inspirava todos os demais países que desejassem "ser uma França" fora da Europa. Em 1751, surgiu o primeiro menu
conhecido, desenhado por Brain de Sainte-Marie para preservar a memória do jantar realizado no Castelo de Choisy, na França. Acredita-se que Luís XV quando viu solicitou que, a partir daquele, fossem feitos desenhos de menu em todos os banquetes.(2)E mais “O gesto não passou despercebido pela (...) Madame Pompadour, que estimulou
artista a desenhar, par avance, a lista dos pratos do souper (ceias teoricamente informais nos palácios preparadas para atrair politicamente a presença de convidados) que ela ofereceu em Versalhes, no dia 4 de novembro de 1757. O inusitado formato circular desse menu divide-se em quatro peças, cada uma representando um dos serviços do banquete. Nele, aparecem palavras-chave que vão influenciar todos os menus a partir de então, popularizando termos restritos à nobreza como entrées, hors d’oeuvre e entremets, entre outros”. (3). Nesse sentido, a ilustração do "Menu do Souper": um dos mais bonitos menus desenhados por SAINTE-MARIE, foi idealizado a pedido de Madame Pompadour, para um jantar oferecido em 4 de novembro de 1757, em Versalhes, cujo formato circular se divide em quatro peças do banquete, composto por 44 pratos diferentes. Naquela época, um almoço ou jantar não durava menos que três horas. Era um ritual muito pomposo. (4) É muito interessante perceber como os menus que nascem para guardar a memória de um jantar especial, com o tempo se tornam presentes e tão "cotidianos" em todos os lugares de comer.
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Referências.
(1) (2)(3)LELLIS, Francisco. Os banquetes do Imperador. Francisco Lellis, André Boccato. São Paulo: Editora Senac; Boccato, 2013, p. 29-30.(4) MACÊDO, Sidiana da Consolação Ferreira de. A Cozinha Mestiça uma história da Alimentação em Belém fins do século XIX. Programa de Pós graduação em História social da Amazônia. UFPA. 2016. p. 251.
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