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Família Burguesa ao chá.


Na fotografia da BBC Hulton Picture Library,Londres, temos uma "Família Burguesa ao chá". A burguesia vitoriana reunida para o chá. É possível visualizar todo aparato necessário para servir e tomar o chá.
Interessante observar que como nos aponta Franco "os ingleses preferiram o chá com açúcar, ao contrário dos chineses, que nunca o adoçam. Muito caro, o chá era trancado em caixas especiais de ouro, prata ou madeira (tea-caddies), trazidas à sala para sua preparação". (1) Também é possível visualizar como eram muito decoradas as salas burguesas vitorianas. No Brasil, o consumo do chá tornava-se muito usual entre as elites, chegando a concorrer em importância com o café. Segundo Daniel Kidder, pastor que esteve viajando por várias regiões do Brasil no século XIX, nos diz que "O Café e o mate, tomam-se. Muitas vezes, depois do jantar, tendo-se generalizado ultimamemte, o uso do chá. O chá "nacional" pretende rivalizar com o uso do chá da China".(2) Também podemos visualizar o seu consumo na literatura, Aluísio de Azevedo, em Girândola de amores, a cena se passa no Rio de Janeiro em 1882 quando: "(...) o marido (...) a essas horas, já pronto e preparado, tomava o seu chá preto no gabinete de trabalho". (3) Saint- Hilaire, em 1820 no Paraná informa que "Em casa dos proprietários ricos, serve-se chá, com queijo, biscoitos, doces, sobre uma linda bandeja envernizada, gênero de luxo que forma um disparate com a simplicidade extrema da casa". (4)Ariovaldo Franco ainda nos coloca que a "a primeira casa de chá para senhoras foi aberta em Londres por Thomaz Twining, em 1717". (5) Assim, o hábito de tomar chá como importante momento também de sociabilidade.

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Referências.
📸 Fotografia, da BBC Hulton Picture Library, Londres.In: Franco, Ariovaldo. De caçador a gourmet: uma história da gastronomia. 4 ed. Rev. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2006. 🔖 Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. (1) Franco. op. cit.,p. 201.
(2) Daniel Parish Kidder. O Brasil e os brasileiros, vol 1, p. 191(3) Aluísio de Azevedo. Girândola de amores, p. 171. (4) Auguste de Saint-Hilaire, Viagem no interior do Brasil, Curitiba, s. ed, p. 22. (5). Franco, op. cit., p. 201. 

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