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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Histórias da Alimentação: Carnaval.

🎭🍺 O Carnaval e a cerveja. O Carnaval, a cerveja e os dias festivos na História.  A cerveja já era bem consumida e de certo modo bem popular desde a Antiguidade Clássica. Os festejos pagãos eram geralmente regados com cerveja. Desta forma, "A cerveja era, porém, a bebida mais popular. Uma das mais antigas bebidas fermentadas, foi feita ao longo dos tempos de misturas heterogêneas. Os romanos faziam cerveja de cevada. Mais tarde, outros cereais entrariam na sua preparação. Somente no final da Idade Média, lúpulo seria adicionado a cevada, trigo ou aveia".(1) E ainda, desde a Antiguidade "A cerveja com frequência era oferecida em dias festivos, como dias santos, batizados, casamentos e funerais"(2) E qual a relação da Cerveja com o Carnaval Brasileiro? Segundo Antonio Layton Souza Maia a fábrica de Cerveja Brahma inicia essa relação que perdura até hoje associando a cerveja ao Samba ...

Carnaval

🍻 O que os foliões comiam no Carnaval há 2.000 anos? 🎭 O Carnaval se originou dos festejos pagãos da Antiguidade. Povos na Babilônia, Grécia e Roma comemoravam com festas de fertilidade e boas colheitas. ✨️🎭 Nestas ocasiões a mesa sempre era farta com consumo de muito pão, vinho e carnes. Além do que, nestas festas haviam inversões das ordens sociais, como homens vestidos de mulheres e vice-versa, ou ainda, servos assumiam os papéis dos seus senhores e vice-versa. Na prática, tais "brincadeiras" assumiam uma forma de controle social. 🎭A Igreja Católica apropriou-se destes festejos como parte do calendário cristão em que se podia comer bem e de tudo antes do período de jejum da Quaresma. Era portanto, o período conhecido como "adeus à carne" [carnis levale]. Por isso, na época dos festejos de Carnaval era permitido muita comida, num sentido claro de tirar a "barriga da miséria"...

Regatão.

 A forma de comércio chamada de Regatão chegou ao Brasil através dos portugueses. E aqui segundo AlípioGoulart: "a transposição do vocábulo,  de Portugal para o Brasil, com o significado de vendedor ambulante de gêneros alimentícios"(1). Na pirmeira metade do século XIX, Debret registrou um comércio de Regatão no Rio de Janeiro, o qual, ele denominou de Quitandeiro de canoa. Segundo ele, "O rigor dessas leis fazia proliferar esse tipo de mascate marítimo, em geral, homens livres, que levavam de canoa todo tipo de mantimentos até os navios. Frutas e os mais variados tipos de bebidas eram vendidos aos marinheiros que, neste instantâneo de Debret, estão comprando uma bolacha e uma caneca de chá ou café" (2). As leis que o autor faz referência eram sobre a permissão do desembarque nos portos brasileiros. Foi ele também que fez essa ilustração de um vendedor de canoa, em 1828,observem que na canoa do vendedor à esquerda havia uma panela ao fogo de onde saia u...