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Mostrando postagens com o rótulo Curiosidades sobre Alimentação.

Você Sabia?

Hoje um hábito muito simples e que está presente na mesa de tantas pessoas:o uso do garfo, não foi um hábito rápido de ser utilizado  e nem mesmo de todas as pessoas!  As formas e usos dos utensílios domésticos variaram muito ao longo da história. Nas mesas dos ricos no século XIII, as colheres eram de ouro, cristal e outros materiais que ostentavam riqueza e opulência.  O garfo, surgiu apenas ao fim da Idade Média e não era um utensílio individual. Ele era usado apenas para retirar os alimentos da travessa comum. Mas, mesmo nas classes mais abastadas ele não era muito comum. Seu uso também não foi aceito em todas as cortes com rapidez e de maneira comum, em muitos locais não havia a aceitação do uso do garfo, fazer uso dele era uma ofensa muito grande aqueles que nao estavam acostumados.  Nobert Elias, nos diz que devemos estar atentos para entender e analisar os usos e costumes das sociedades. Muitos hábitos estavam tão enraizados que "aquele grupo" em es...

Você Sabia?

Olá, leitores! Boa Noite! Até o próximo prato!

Pão-de-ló Victoria!

Boa Tarde! Pão de ló Victória! "O Vitória é o clássico bolo britânico de duas camadas. Tem massa de pão de lo, com uma crosta muito leve. Tradicionalmente aromatizado com baunilha e recheado com geleia e chantili".( In: Revista Delícias ao forno. 2013. Editora Planeta de Agostiniano do Brasil).  Segundo consta depois da morte em 1861 do Príncipe Albert, a rainha Victoria extremamente desgostosa, sumiu da vida pública.  Assim, anos depois, seus conselheiros aconselharam a rainha da Inglaterra a fazer cafés e festas em seu jardim para que seu povo tivesse oportunidade de vê - la. Mesmo imensamente triste com a perda do marido. Os chás foram organizados.O bolo preferido a rainha e que nunca faltava nestes chás era um pão de ló leve recheado com geleia elaborada com as frutas dos pomares reais. Eles passaram então a serem chamados de pão-de - ló Victoria.  Segundo Bryson, quando "morreu seu amado príncipe Albert, em dezembro de 1861, os relógios no quarto dele f...

Caju

Bom Dia! E aqui em casa ganhamos uma cesta de caju! Isso mesmo caju! E como é bom ganhar coisinhas de comer e frutas é bom demais. O caju é rico em vitamina C e ferro. Depois do beneficiamento do caju, preparam-se sucos, mel, doces, como cajuada, caju passas, rapadura de caju.  Muito antes do descobrimento do Brasil e antes da chegada dos portugueses, o caju já era alimento básico das populações autóctones.  O fruto da verdade do cajueiro é o que chamamos de castanha de caju. O caju é um pseudofruto. Largamente utilizado desde o século XVI, era utilizado de diversas formas no suco, em doces, compotas e o que mais a imaginação permitisse.  Segundo o viajante Bates, quando de sua viagem pelo Amazonas, ao passar em 1851, por Santarém, no Pará observa que: " O cajueiro é muito abundante e em alguns pontos se poderia falar em pomares (...) Amadurece em janeiro, e a gente mais pobre de Santarém saí então para os campos e colhe imensa quantidades, com que é cons...

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Beijú, beijus, beiju de cica...

Olá, leitores! Um dos hábitos de nossa terra é o consumo do beiju com um bom café, aqui em casa, geralmente no fim de semana passamos na feira da Dr. Moraes e compro duas ou três sacolas recheadas de beiju de Cica esquento no forno, passo uma manteguinha e com uma xícara fumegante de café "a la Chico Fidêncio"*, faço a felicidade por aqui. Hoje meu post é sobre o Beiju! O beiju é uma espécie de "bolacha" redonda (os meus quebraram na viagem); feito de massa de tapioca ou mandioca que vai ao forno e fica crocante, é regional e assim como alguns pratos a base de mandioca, tiveram suas origens nas tribos indígenas. O Beiju também era produzido no Nordeste, alguns relatos, datam da Bahia.   Um dos primeiros relatos sobre o Beiju, está datado do século XVIII, quem o fez foi Fernão Cardim, por volta de 1583-1590. Cardim, era um jesuíta português, que chegou ao Brasil, em 1583 e esteve em vários estados, provavelmente este relato foi elaborado com base em sua viv...

Era uma vez...Tia Rufina...

Olá, leitores! Era uma vez...Tia Rufina... Lembro hoje da história de tia Rufina, a qual, segundo relato do inglês Henry Bates, que viajou pela Amazônia entre 1848 e 1859. Fez sua própria história, Bates conheceu esta “velha negra” chamada Tia Rufina, em Belém, deixando em sua casa suas coisas quando se ausentava em viagem. Segundo Bates, Tia Rufina nasceu escrava e como tal obtivera permissão para “comerciar” por conta própria no mercado, pagando uma quantia fixa ao seu senhor.  Assim, conseguiu em “poucos anos” economizar e comprar a sua liberdade e a de seu filho já adulto. Depois de livre Tia Rufina não esmoreceu, continuando seu comércio, conseguindo comprar sua casa, “uma propriedade de valor, localizada numa das principais ruas da cidade”. Mas, ainda não era tudo. Sete anos depois, Bates voltou a encontrar Tia Rufina, e “ela continuava prosperando, unicamente pelo seu próprio esforço (era viúva) e o de seu filho” que trabalhava como ferreiro. Nesta ocasião, Tia Rufina...

Algumas palavras sobre a alimentação no Egito Antigo.

Olá, leitores!      Hoje trago à vocês um  pouquinho  do que era parte da alimentação no Egito Antigo. No Egito Antigo, a mesa do faraó era extremamente farta e diversa. Todos os tipos de iguarias chegavam diariamente para abastecer a corte do faraó. Entre os alimentos é possível encontrar: pães, bolachas shayat, carne-seca, leite, frutas, ervas, gansos, carneiros, romãs, passas, percas secas de Tjarou, codornas gordas, cerveja de Kedy, favas, peixes houtjen entre outros. Grande parte destes alimentos foram identificados por  arqueólogos  em escavações de  palácios  reais.  Segundo Tallet: " Em Malkata, onde o Farao Amenófis III, comemorou suas três festas jubilares, foi encontrado um grande número de ânforas em que se guardavam os ingredientes dos pratos servidos nas festas. As inscrições nos jarros, antepassados das latas de conserva, informam-nos sobre os produtos consumidos: vinho, cerveja, mel, carne-seca, gordura ...

Sobre a Fabricação da Farinha...algumas palavras.

Olá, leitores! Hoje vou dar voz ao viajante  Agassiz, Louis, quando esteve no Pará, nos idos do século XIX. Sua expedição, saiu de Nova York por volta de 1865 e passou pelo Rio de Janeiro, Minas Gerias, Nordeste do Brasil e Amazônia. seu proposito era fazer um estudo da mestiçagem. Mas, o que nos interessa aqui  são as descrições minuciosas sobre os hábitos alimentares. Trago à vocês a descrição feita por ele sobre a nossa "farinha de todo dia". Então, vamos conhecer um pouco desse processo pela "voz" de Agassiz:  “Pela manhã, minhas amigas índias me mostraram como se prepara a mandioca. Esta planta é de inestimável valor para essa pobre gente: ela lhes dá a farinha_espécie de fécula grosseira que substitui o pão,_ a tapioca e ainda uma espécie de bebida fermentada a que chamam tucupi, dádiva de valor duvidoso, pois que lhes fornece o veneno da embriaguez.* Depois de descascados os tubérculos da mandioca são ralados num ralador grosseiro. Obtém-se assim uma es...

Sobre o peixe...

Olá, leitores! No século XIX o peixe seco foi extremamente comum na dieta da população, diferenciando-se nas mesas apenas pela espécie e formas de preparo. Entre esses peixes estavam o pirarucu, a gurijuba, o tambaqui a tainha e outros.  Além de serem constantes os peixes possuíam uma diversidade de preparo. Ele era saboreado com gosto e na falta de outros tipos de carnes não era nenhum sacrifício come-lo, apesar da carne verde ser um dos principais produtos requeridos na capital. A carne de peixe era uma das mais consumidas e diferentemente do que ocorria em outras regiões ou países, o caboclo e demais pessoas sempre recorriam ao peixe seco ou fresco para matar a fome, isto é, na falta da carne tinha o recurso dos peixes até porque a quantidade e variedade dos rios davam uma fartura e abundância.  A população dos interiores do Pará recorriam aos rios tão abundantes na região, comendo ao lado da farinha pirarucu, o peixe-boi, as tainhas e afins. Em muitos documentos é po...

O Escravo José e outros que viviam da venda do Açaí, em Belém no século XIX...

Olá, leitores! Largamente vendido e consumido pelas ruas de Belém, escravos e livres empregavam-se e viviam do abastecimento de açaí tal como o escravo José, apanhador de açaí e pescador, que fugido da padaria de seu senhor suspeitava-se que andava “próximo do engenho que foi de Benjamim Uptão” nas proximidades de Belém. Pescador e apanhador de açaí, José em fuga continuou vivendo do trabalho que sabia fazer. Mas, não foi o único fujão vivendo seus dias de liberdade sustentando-se do trabalho de apanhar açaí. Frederico também apanhava açaí, vendendo-o na cidade; sendo Benedicto, “conhecido por Massarico”, outro que em dezembro de 1867 constava andar fugido “apanhando assahy”, provavelmente para vender pelas feiras e mercados de Belém. E ainda em 1870 o escravo Estanisláo do senhor Antonio Manoel Nunes de Irituia que, ao que consta, encontrava-se pelos arredores das ilhas das onças e que vinha todos os dias a capital vender açaí. Além deles, havia ainda Jerôncio, nascido, criado e ...

Sobre o Açaí.

Olá, leitores! Bom Dia! Você sabia?  Em 1888 Marques de Carvalho em seu livro Hortência comentando sobre o uma tarde na cidade, mais especificadamente na Rua das Flores “Vendedeiras de açaí passam com a gamela à cabeça, coroada pela vasilha de barro, contendo o liquído, que elas oferecem à freguesia na sólita cantiga: - E... e... eh! Açaí fresqui..i...i...nho!”.  Entre a observação de Avé-Lallemant e a de Marques de Carvalho pode-se dizer que as vendedoras de açaí atravessaram toda a segunda metade do século XIX, com suas cantigas de venda, oferecendo em sua gamela com vasilha ou panela um dos alimentos cotidiano de Belém. O consumo de açaí era e é bastante regular na cidade de Belém e praticamente quase todo o abastecimento dessa fruta vinha dos interiores.  E apesar disso, ainda não encontramos anúncio desse produto nos jornais. Mesmo assim, como parte da farinha, era comercializada no Ver-O-Peso e no Porto do Sal. Ou o açaí era ser vendido pelos vendedores ...

Você sabia?

Para muitos moradores de Belém, na segunda metade do século XIX,  um bom prato de comida consistia em uma porção de farinha bem torrada acompanhada de bananas da terra fritas e uma posta de pirarucu, fresco ou seco. A farinha também era usada no preparo do pirão, alimento feito com caldo de peixe e farinha ou ainda, no xibé – água com um punhado de farinha, servida em tigela...

Uma manifestação em outros tempos...

Olá, leitores! Em época de manifestações populares ao longo do Brasil, trago à vocês uma  manifestação de taberneiros contra as quitandeiras, ocorrida em Belém, em março de 1852; na verdade era uma petição dos taberneiros.  Belém contava com diversos tipos de estabelecimentos destinados à venda de alimento. Entre eles, tabernas, vendas ambulantes, barracas, quitandas, cafés e restaurantes. Em cada um desses espaços, pessoas circulando, a vida acontecendo, bem como as disputas e tensões aflorando entre os sujeitos que buscavam fazer do comércio de comida esteio de sua sobrevivência ou até mesmo fortuna. Em 1852, por exemplo, no dia 13 de março, na capital da província, o jornal O Monarchista Paraense publicou pedido dos taberneiros do 3ª Distrito da capital pedindo aos respectivos fiscais que redobrassem a vigilância sobre as quitandeiras, pois, eles que pagavam os direitos e impostos devidos para a venda de produtos nacionais e importados saíam no prejuízo já que aquelas a...

O país da Cocanha.

Olá, leitores! Boa Noite e um final de semana maravilhoso à todos! O que seria então o país da Cocanha? O país da Cocanha, seria o paraíso dos gulosos. Segundo o imaginário este país estaria localizado em algum lugar a oeste. Desde a Antiguidade Clássica já se falava neste utópico "País"; onde estaria a Idade do Ouro; um lugar sem doenças, sofrimento monde homens viviam como deuses e sem fazer esforço algum pois tudo era produzido pela natureza. Mas, este imaginário ganhou força com no período medieval, pois como ressalta Queleier em seu livro já discutido aqui no blog (se você quiser ver as outras postagens clique aqui  ); esse período é conhecido como o da GULA. Pois, bem no país da cocanha era possível encontrar muita fartura de todas as coisas boas, inclusive da comida como panelas com cozidos, queijos que formavam montanhas, mares e rios de vinhos e leite. Biscoitos brotando em prados, bolos, perus, perdizes, chuva de tortas e tantas outras gostosuras. Nos escrito...

Você sabia?

Olá, leitores! Que no século XVI, na Europa, existiam basicamente duas refeições importantes: jantar e a ceia? O jantar ocorria por volta das 10 ou 11 horas e a ceia entre 18 e 19 horas! (Eu terei morrido de fome, se tivesse vivido nessa época...) Segundo a pesquisadora portuguesa Isabel Braga a tendencia para se jantar mais tarde levou a criação do almoço ao levantar e de um lanchinho a tarde...Todavia, essas refeições não eram comuns. Nas palavras da autora: "Por exemplo, entre os colegiais de Coimbra, o almoço era só para os mais fracos, os menores e os enfermos, e consistia em meio pão e um pouco de vinho" . In: BRAGA, Isabel M. R. Sabores do Brasil em Portugal: descobrir e transformar novos alimentos (séc XVI-XXI). S ão Paulo: Editora Senac São Paulo, 2010. p. 111. Até o próximo prato de curiosidades!

Sobre Batata-doce

Olá, leitores! Perdoem minha ausência estes dias, semana passada foi extremamente atribulada, começaram as minhas aulas do doutorado e entre textos imensos para ler, estava me adaptando a nova rotina: aulas, leituras, blog, administração da casa e o mais importante de tudo os cuidados com minha princesinha e o marido... Ufa! Mas, aos poucos a nova rotina vai se encaixando e cá estou cheia de novas postagens esperando o momento de escreve-las. Hoje trouxe uma curiosidade sobre a batata-doce: Vocês sabiam que... A Jetica assim chamadas pelos indígenas, era amplamente utilizada no período colonial em grande parte do Brasil, sobre essa utilidade temos o relato de Ambrósio Fernandes Brandão, um senhor de engenho e escritor português que viveu no Brasil entre os séculos XVI- XVII; Seu livro "Diálogo das Grandezas no Brasil", foi acabado em 1618 ,  nesta obra ele ao se referir a batata-doce comentou: "muitas excelentes batatas, muito melhores das que se levam a Portu...

Sobre azeite de andiroba...

Olá, leitores! Vocês sabiam quê? No século XIX, existiam em Belém dois tipos de azeite o doce geralmente vindo de Portugal e tinha utilidade na cozinha e o utilizado para a luz. Existia o azeite denominado de patuá; Este era um azeite bastante utilizado na cozinha. Já o azeite de andiroba tinha utilidade para a iluminação, fabricação de sabão e de forma medicinal, era bastante amargo daí porque provavelmente não se encaixava para a cozinha.  No Vocabulário Brasileiro de 1853, de Rubim este nos dá o seguinte significado: “Andiroba, arvore do mato virgem, do fructo se extrahe bom azeite para luzes e sabão; (de jandi-roba, azeite amargoso) Andiroba, Andirova, Nanhandirova, Nhandirova, Jabotá, fava-se-santo-ignacio, cipó medicinal”. Nos dias de hoje o azeite de andiroba tem utilidade medicinal e também vem sendo utilizado na indústria de cosméticos. Fonte: RUBIM, Braz da Costa. Vocabulario Brasileiro. Rio de Janeiro. Emp. Typ. Dous de Dezembro de Paula Brito. Impressor da ...

Restaurante Coelho um passeio na Belém do Oitocentos.

Um Restaurante, uma História, em Belém de antigamente... Em fins do século XIX, encontrava-se o seguinte anúncio do Restaurante Coelho, o qual, ao que tudo indica era bem frequentado... Anúncio do restaurante Coelho. O dito restaurante que ficava no Largo de Santa Anna, de propriedade do senhor Vieira de Magalhães, se identificava como o mais importante do Norte do Brasil, com um serviço de primeira ordem, com funcionamento de dia e de noite, contava ainda com hotel no primeiro andar e módicos preços! Até o próximo prato! Fonte: GERODETTI, João Emílio- CORNEJO, Carlos. Lembranças do Brasil: as capitais brasileiras nos cartões postais e álbuns de lembranças. São Paulo: Solaris Edições Culturais, 2004.