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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

Uma manifestação em outros tempos...

Olá, leitores!
Em época de manifestações populares ao longo do Brasil, trago à vocês uma  manifestação de taberneiros contra as quitandeiras, ocorrida em Belém, em março de 1852; na verdade era uma petição dos taberneiros. Belém contava com diversos tipos de estabelecimentos destinados à venda de alimento. Entre eles, tabernas, vendas ambulantes, barracas, quitandas, cafés e restaurantes. Em cada um desses espaços, pessoas circulando, a vida acontecendo, bem como as disputas e tensões aflorando entre os sujeitos que buscavam fazer do comércio de comida esteio de sua sobrevivência ou até mesmo fortuna. Em 1852, por exemplo, no dia 13 de março, na capital da província, o jornal O Monarchista Paraense publicou pedido dos taberneiros do 3ª Distrito da capital pedindo aos respectivos fiscais que redobrassem a vigilância sobre as quitandeiras, pois, eles que pagavam os direitos e impostos devidos para a venda de produtos nacionais e importados saíam no prejuízo já que aquelas além de não pagarem impostos “á sombra de meio dúzia de panellas, vendem todas ou quase todas, os mesmos gêneros que os taberneiros o não podem fazer, sem a competente licença...”,[1] até porque elas escondiam os produtos por traz das panelas. De imediato, podemos entender que taberneiros e quitandeiras não viviam na mais perfeita paz e que havia certo conflito entre ambas as categorias.E que ao longo da história as pessoas vem reivindicando seus direitos.


[1] O Monarchista Paraense. Anno I. Pará, 13 de março de 1852. 1ª Série. n. 6 & 7. p.7. 

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