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Mostrando postagens com o rótulo História da Alimentação

Canjica

Na semana de São João,  em que os quitutes juninos estão em alta, vamos começar com o nosso Glossário Paraense da Alimentação. E a palavra de hoje é: CANJICA. E ainda, segundo Raimundo Morais, a canjica é um "prato obrigado nas mesas da Planície pelo Natal e pelo São João.  Vai comer uma canjica lá em casa,  cunhado, depois da missa do galo, sim?". (1) A Canjica também aparece nos relatos de Jean-Baptiste Debret, entre os anos de 1816-1831, quando fazia viagens por Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás.  Nas palavras do autor: "Por isso, viajando-se numa estrada frequentada dessas regiões pode-se ter certeza de encontrar sempre milho seco para animais e canjica para restauração do viajante. Chama-se canjica uma sopa feita com uma espécie de milho branco, fervido no leite ou simplesmente na água com açúcar à qual, por requinte, acrescenta-se algumas gemas". (2) Já em São Paulo, Hércules Florença, no ano de 1825, nos arredores de Jundiaí, nos diz:" Aí tom...

O imaginário sobre a fome.

Banquete.  Na história da humanidade o imaginário sobre a fome leva de certo modo a um pânico e temor a oposição a ela possibilitou também a construção de um sentimento oposto: a fartura e abundância. Daí, a "necessidade" das pessoas nesta pandemia de correrem aos supermercados comprando tudo que podem. Como nos aponta Hilário Franco Júnior, o "Ocidente medieval cristão via na fome uma das maiores ameaças à sua sobrevivência. Ameaça concreta" (P.56). Então, ainda que fosse no imaginário o homem viveria de fartura ou sonhando em encontrá-la motivo pelo qual as pessoas se sentem seguras quando tem uma oferta de comida em abundância. A abundância de comida povoa o imaginário popular desde muito cedo em contraposição à Fome, está na bíblia, o milagre dos pães e peixes. Uma preocupação que chega à Antiguidade Clássica nos grandes banquetes. Ter muita comida ou imaginar que em algum lugar haveria oferta sem fim, foi um dos pensamentos que mais se fez prese...

A fome e a escassez de alimentos ao longo da História da humanidade.

No filme Spirited Away, de 2001, dirigido por Hayao Miyazaki que conta a história de Chichiro que está de mudança de cidade com os pais. No caminho os pais resolvem pegar um atalho, num determinado momento eles encontram casas cheias de comidas de todos os tipos sendo ofertados à eles. Num impulso os pais de Chichiro devoram as comidas sem saber se podiam ou sem ao menos perguntar de onde vinham, e por isso, eles se transformaram em porcos. Cabendo a filha ir em busca da "salvação". A humanidade tem fóbia a duas coisas em específico: a morte e a fome. Em parte porque são duas situações que mais afligiram às sociedades ao longo do tempo. O medo em não ter o que comer é uma realidade nas sociedades. A Fome mata muita gente no mundo todos os dias. Nestes dias observando as notícias e vendo que várias delas dão conta de supermercados com prateleiras vazias e muita correria pensei em como a questão de estocar comida é antiga, e ao longo da História da humanidade sempre est...

A máquina de pizza do filme de Volta para o futuro II.

Adicionar legenda No Filme "De Volta para o Futuro Parte II", de 1989, era possível consumir uma pizza hidratada da marca Pizza Hut, que do tamanho de um "cookie", era colocada pra "hidratar" numa máquina Black & Decker, e num espaço de " minuto" saía da máquina do tamanho de uma pizza grande, bem quentinha e suculenta. No filme o cientista Dr. Brown levava Marty e sua namorada para o ano de 2015, uma viagem para o futuro. E muitas tecnológias daquele futuro de 2015 surgiam na tela, e hoje alguns deles são realidades como: tablet, TV plana, cinema 3D, hoverboards. Mas, a máquina que hidrata comida ao ponto dela duplicar de tamanho, isso não! E Apesar de termos o microondas que além de aquecer faz pratos completos, não é igual a máquina do filme. Pensando sobre essa questão, a quarentena que estanos vivendo e o mundo da cozinha e até que ponto nós realmente precisamos de todas as tecnologias que existem? Que elas são p...

Fish and chips.

Boa Tarde, gente! Estou conseguindo aos poucos atualizar meu blog. Eu não abri mão deste canal, que foi o meu primeiro. Na sexta-feira passada inaugurei as sextas de "Pratos Típicos" com Fish and chips prato tradicional da culinária britânica, que é composto por um filé de peixe empanado frito e acompanhado de batatas fritas.  A imagem acima, de um cartão postal intitulada "O final de dia perfeito em Llandudno", nos mostra bem essa tradição. Um homem de Llandudno, que come um apetitoso "fish and chips", apetitoso porque toda vez que eu vejo está imagem eu fico com água na boca. E que o final do dia pra ser perfeito deve ser com a sua porção do prato. Llandudno, é uma cidade do País de Gales, localizado na península de Creuddyn. Cidade localizada a Beira-mar com peixe fresquinho, local ideal para um bom Fish and chips. O peixe deve ser empanado em massa leve elaborada com cerveja ou água gasosa e frito em uma gordura quentíssima. As batatas frita...

A Cozinha Chinesa.

Compartilho a riqueza das práticas e da cozinha Chinesa! A China é formada por uma culinária milenar, uma das mais diversificadas que pela sua história de escassez e fomes procurou aproveitar ao máximo tudo que fosse comestível. É uma cozinha que buscou ao longo da sua história criar "combinação de aromas, sabores e cores, mas também pelo contraste de texturas e consistências". (P. 130). Sempre relacionaram alimentação à saúde, a comida. "Qualquer enfermidade é sempre atribuída à alimentação ". (P. 131). O chá por exemplo, antes de se tornar uma bebida de consumo diário era utilizado como remédios. É uma cozinha que desenvolve -se a partir das suas dificuldades, encontrando um caminho viável no meio de tantas limitações. Vocês já se perguntaram o porquê que nesta cozinha grande parte dos pratos é elaborada em pedaços pequenos? Bem, em primeiro lugar é uma cozinha que quem corta os alimentos é o/a cozinheiro(a) não os comensais. No desenho da Cozinha Chinesa, vem...

Algumas palavras...

Quem lembra do filme Contágio de 2011? Era sobre um epidemia que começava a partir do contato com um vírus, na carne de porco. A personagem Beth Emhoff tem contato e desenvolve a "gripe" que a leva a morte em poucos dias. O filme, nos lembra a realidade de uma pandemia que estamos vivendo em todo o mundo. Mas, nos traz algumas questões para pensar. Que ao longo da História da Humanidade, as pestes e epidemias que assolaram a humamidade sempre estão direta ou indiretamente relacionadas aos alimentos ou a falta deles. Sabe-se que,provavelmente, o vírus Covid-19 se manifestou em uma feira de animais vivos nos idos de dezembro de 2019 na província de Wuhan, na China, depois falou -se que o consumo de animais tidos como exóticos, no caso dos morcegos, eram fatores responsáveis. O consumo do morcego desenvolve um vírus denominado de Sars, assim o vírus foi rebatizado de Sars-CoV-2. Não é característica apenas da China, e não é de hoje que animais tidos como "exóticos...

Bolinhos da Dinda.

Voltamos com as receitinhas da Tia Evelina, feliz por aqui que ontem tive tempo pra fazer lancheira da Marji e ainda cozinhar bolinhos da Dinda! Já tem lanche pra escola!!! Bolinhos da Dinda. Ingredientes. 150 gramas de manteiga. 150 gramas de açúcar. 5 ovos. 300 gramas de trigo peneirado. 2 colheres de chá de fermento. 5 colheres de leite. 1 limão. Modo de Fazer.  O livro. 1. Numa tigela coloque a manteiga e o açúcar. Mexa muito bem. Numa tigela separado coloque os ovos e mexa bem, acrescente os ovos bem batidos a massa. 2. Acrescente o trigo e o fermento e mexa bem, por fim, o leite e o sino do limão.  3. Leve ao forno médio, preaquecido, em forminhas untadas com manteiga para assar por 35 a 40 minutos até estar bem douradinho. Fica muito saboroso! É uma excelente opção de lanche pras crianças. O que eu achei real da receita? É fácil, prática, eu fiz na mão mesmo. Fica saborosa, fofinha e é versátil. Você pode colocar uma geleia e mesmo ...

Bolos de Miolo de Pão.

Bolos Miolo de Pão.              Que tal você fazer hoje uma receitinha do século XIX? De um dos livros de receitas mais antigos do Brasil? Vamos, lá!!!!           Hoje a nossa receita tem muita história e bem antiga. Daquelas que eram feitas pelas nossas tataravós. A receita intitulada "Bolos de Miolo de Pão" faz parte do livro  o Dicionário do Doceiro Brasileiro de autoria do Dr. Antônio J. de S. Rego, publicado pela primeira vez, no Rio de Janeiro,  em 1882, pela J. G. de Azevedo. os primeiros livros de receitas publicados no Brasil, no século XIX, trazem grande influência dos livros portugueses.           No Brasil, o livro Dicionário do Doceiro Brasileiro, de autoria de Dr. Antonio José de Souza Rego, em 1892, já estava na 3° edição e reuniu 940 receitas. A obra trazia receitas variadas e diversas, tanto nos ingredientes, quanto no preparo, oscilando entre uma doçaria tr...

As queijadinhas de Sintra.

Boa Tarde,  Quem vai a Portugal, não pode deixar de ir a vila de Sintra. Localizada no centro das colinas da Serra de Sintra. Com um clima bem peculiar é um excelente local par visitar. Nós fomos dia 11 de julho, em pleno verão europeu e estava muito frio, com uma chuvinha. Tem que levar casaco na mochila. Repleta de Edifícios históricos requer mais de um dia para visitar tudo especialmente porque os lugares são relativamente longe uns dos outros.  A cidade conta com residências extravagantes e palácios requintados, era um local que a aristocracia portuguesa gostava de ir. Inclusive as Quintas majestosas com jardins tão bem construídos são reflexo desses momentos. Indico o Palácio da Pena, o Castelo dos Mouros e ainda o Palácio Nacional. Você faz a viagem que leva cerca de 40 minutos, partindo da ferroviária do Rossio, com bilhete de ida e volta a um custo de  $4,30.  Sintra/Portugal. Sintra. Sintra é um charme!  Chegando lá, proc...

Café Riche.

Em Belém nos idos de 1896, o café Riche era um dos locais para se encontrar e socializar na cidade, em 21 de abril daquele ano, ele oferecia um grande festival em comemoração ao dia de Tiradentes. Era um local de como se dizia"ver e ser visto"! Anúncio de 21 de abril de 1896, jornal Folha do Norte.  Passados um anos depois do anuncio acima, outro anúncio estava sendo publicado sobre o local, desta vez no jornal O Pará, de 12 de Dezembro de 1897, o qual dizia:  "O grande centro da elite paraense é incontestavelmente o Café Riche onde as exmas. famílias encontrarão sempre os apreciaveis sorvetes de copuassú, araça, taperebá, graviola, temperados por excellentes accordes do quinteto Riche".¹  Ora, além de ser o ponto de encontro da elite paraense o local ainda dispunha dos deliciosos sorvetes regionais, isso em fins do século XIX, ou seja, desde aquela época já existia o hábito de tomar sorvetes regionais. Aliás, ao que tudo indica estes eram u...

Bolos de Amor.

Bolos de Amor... Como historiadora da alimentação com os dois pés na cozinha adoro fazer as receitas com as quais trabalho e pesquiso. Determinada estou na empreitada de fazer todos os bolos e doces do livro Dicionário do Doceiro Brasileiro, obra publicada pela terceira vez no Brasil em 1892, o livro é de autoria do Dr. Antonio José de Souza Rego e trazia como informa a obra "milhares de receitas, pela maior parte novas, de doces de todas as qualidades, obra de maior utilidade até hoje conhecida e dedicada especialmente às mãis de familias".¹ Bolos de Amor, 1892.  Assim, o livro é repleto de receitas que marcam um momento especifico da história do país, com largo uso do açúcar e ao mesmo tempo com receitas que tinham influências na Europa, o livro ressalta também, os tipos de doces que compunham a mesa de determinadas famílias em fins do século XIX. O Bolos de Amor é uma receita tão saborosa e que de tão linda aguça também os olhos!  Confesso que ando um pouco abus...

Chá Lontra.

Em 8 de janeiro de 1910, na cidade de Belém, encontramos o seguinte anúncio: Era então, possível encontrar na cidade à venda o Chá "Lontra", dito de qualidade muito superior, o referido chá era marca registrada de R. S. INGLEHURTS & CO, marca de Liverpool. Em Belém era comum o uso de chá, aliás degustar uma xícara fumegante de um bom chá, de preferencia importado era sinônimo de requinte, sofisticação e bom gosto.  

No Vesúvio tem manteiga "Hyena".

Em Belém, em novembro de 1931, também se comia a Manteiga "Hyena". A dita manteiga era vendida na Mercearia Vesúvio, está mercearia era uma das maiores e mais estabelecidas na cidade, vendia inúmeros produtos alimentícios e os mais variados tipos.  O anúncio que enfatiza em letras maiúscula o nome da manteiga, nos indicam que a referida manteiga era conhecida na cidade, o fato de um "laboratório" comprovar que ela "era a melhor que tem vindo ao mercado" indica um caráter cientifico que comprove suas qualidades. Ou seja, buscava-se no anúncio demonstrar o quanto a dita manteiga era a melhor e tinha as maiores qualidades.  Mas, também o anúncio nos indica que está manteiga não era provavelmente de preço baixo, uma vez que, era vendida no Vesúvio, uma das Mercearias mais conceituadas da cidade naquele momento e que além de manteiga vendia também frutas importadas, queijos entre outros.  Notem também que o caráter diferencial da manteiga se faz quan...

Manteiga Araponga.

Como não lembrar do personagem de José Veríssimo, no livro o Missionário, publicado em 1891, em que Macário: "O pão fresco, barrado de manteiga inglesa de barril, revelara-lhe delicias gastronômicas, de que seu paladar exigente nunca mais se saciara".   A manteiga especialmente a importada era consumida desde o século XIX, em grande medida na cidade. Este produto era de fato um dos mais vistos nos leilões da capital, sendo a manteiga inglesa uma das preferidas.  A manteiga desde a primeira metade do século XIX já era encontrada no mercado na capital. Ela constituía um artigo de luxo e fazia frente a manteiga de tartaruga.Não apenas na capital, mas em todo o estado do Pará havia o consumo da manteiga importada. O viajante Bates ao fazer referência ao café servido na casa de um proprietário de condição abastada salientava que: "Depois de tomar café com broa quente e manteiga, vestiu-se e foi a missa". O referido relato é da cidade de Óbidos, do ano de 1849. ...

Palace Casino em Belém.

A cidade de Belém também teve casinos, no ano de 1941, a empresa Felix Roque, localizada no Edifício Grande Hotel e que era proprietária do Palace Casino a partir das 21 horas, trazia amplo "serviço completo de chás, viúvas (eram pastéis portugueses), chocolates, leite, torradas, dôces finos" juntamente com um esmerado serviço de restaurante. Ora, na cidade de Belém ainda é comum em algumas casas, o hábito de "jantar" café com leite com gostosuras da hora do chá.   Anúncio em jornal da Folha do Norte do ano de 1941. Importante também notar que no referido Palace Casino era possível encontrar uma excelente música da Palace Jazz com a voz de Rosalvo Giuigni, então o tenôr da rádio Tupi do Rio e São Paulo, o qual, interpretaria canções internacionais.Pelo anúncio nota-se que o tenôr tinha importância e era reconhecido nacionalmente, fato que refina ainda mais o evento.  A cidade de Belém assim, aparece pelo anúncio como uma cidade que a semelhança das gran...

Bar Paraense apresenta...

No ano de 1929, em Belém, o Bar Paraense, estabelecimento muito conhecido e frequentado da cidade apresentava um espetáculo cômico ítalo-americano intitulado Maechisio- La Chilenita  com "festejados artistas cantores, em todos os gêneros de canto" e ainda "afinado jazz-band, nos intervalos".  Contava ainda com um cardápio variadíssimo e iguarias que iam desde paca no tucupi até mesmo pratos europeus. Além do Sochopp inigualável. Tais tipos de espetáculos eram comuns na cidade neste momento. O Bar ainda se anunciava como um "centro de diversões de 1° ordem. Moralidade e conforto". Assim, o bar se colocava com todas as qualidades exigidas por parte da população naquele momento. 

Súplicas.

Boa tarde! Ando sumida do blog, peço apenas compreensão de vocês, meus leitores! Estou na reta final da tese e qualquer tempinho que tenho é pra ela... Na verdade, ainda tenho que conciliar a tese com todos os outros compromissos e com a família. Mas, sempre procurando fazer um post interessante pra vocês. Além do mais, ainda tem o nosso desafio do livro  O Cozinheiro Imperial. Então, imaginem a loucura que anda minha cozinha e meu mundo! Mas, como diz o poeta, aos poucos tudo de resolve... Fiz, outra receita do desafio, essa é uma das melhores que já comi na vida inteira: as súplicas! Doce de origem portuguesa, conta ampla aparição em vários dos livros de receitas do século XIX, inclusive, no primeiro livro de receitas brasileiro.  Segundo o português Virgílio Gomes, em seu blog, "As súplicas incluem-se no grupo de doçaria popular que tenho vindo a defender e divulgar. Este é dos doces que ainda é muito fácil de encontrar, em especial no nordeste transmont...

Projeto "O Cozinheiro Imperial"

Bom dia! Meu projeto de fazer todas as receitas possíveis do livro "O Cozinheiro Imperial", tido como o primeiro livro de receita do século XIX, teve início em 18 de agosto de 2016. Já realizamos várias receitas. O marcador de time encontrado no blog é referente ao projeto, que tem como tempo estimado dois anos.   Gostaria de convidar todos que gostem do mundo da alimentação, ainda que por curiosidade ou mesmo aqueles que adoram provar novos sabores, que nos acompanhem neste novo projeto. Acredito que será uma viagem gastronômica única pelos sabores do século XIX. No projeto irei fazer todas as receitas que sejam possíveis do livro "O Cozinheiro Imperial", considerado um marco da boa mesa brasileira. O livro considerado o primeiro livro da culinária brasileira, que traz cerca de 1.200 receitas e que foi editado pela primeira vez em 1840, de autor desconhecido, porém um sabido cozinheiro da nobreza, este livro foi redescoberto em 1995 pela professora uni...

Meu trabalho de História da Alimentação publicado no Jornal Beira do Rio

Sobre meu trabalho de Historiadora e pesquisadora da História da Alimentação em Belém. Publicada em 19 de Dezembro de 2015.  Meu presente de Natal acabou de chegar! Agora sim, meu ano de 2015 vai fechando com chave de ouro.  A edição especial do jornal Beira do Rio, dos 400 anos de Belém está maravilhosa!  Saiu uma matéria sobre minha pesquisa e o livro Do que se come, que está sensacional. Estou tão emocionada!  Pra mim, que sou fruto da Universidade Federal do Pará é uma honra poder estar nesta edição especial. Eu amo a UFPA! Toda minha formação vem de lá, fiz graduação, mestrado e agora faço doutorado, estudando o tema da alimentação.  Fiquei muito feliz com essa edição do Beira Rio. As charges de Walter Pinto são fantásticas. Trabalho maravilhoso!  Agradeço ao acessor Luiz Cézar Santos, a editora Rosyane Rodrigues e a reportagem excepcional de Walter Pinto e toda sua equipa. Tanto cuidado e profissionalismo resultou numa edição única. ...