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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

Sobre o Açaí.

Olá, leitores!
Bom Dia!

Você sabia? 
Em 1888 Marques de Carvalho em seu livro Hortência comentando sobre o uma tarde na cidade, mais especificadamente na Rua das Flores “Vendedeiras de açaí passam com a gamela à cabeça, coroada pela vasilha de barro, contendo o liquído, que elas oferecem à freguesia na sólita cantiga: - E... e... eh! Açaí fresqui..i...i...nho!”.  Entre a observação de Avé-Lallemant e a de Marques de Carvalho pode-se dizer que as vendedoras de açaí atravessaram toda a segunda metade do século XIX, com suas cantigas de venda, oferecendo em sua gamela com vasilha ou panela um dos alimentos cotidiano de Belém.
O consumo de açaí era e é bastante regular na cidade de Belém e praticamente quase todo o abastecimento dessa fruta vinha dos interiores.  E apesar disso, ainda não encontramos anúncio desse produto nos jornais. Mesmo assim, como parte da farinha, era comercializada no Ver-O-Peso e no Porto do Sal. Ou o açaí era ser vendido pelos vendedores ambulantes ou como chama o viajante “a pregoeira”. O viajante fala em pregoeira, geralmente uma “preta ou fusca”, pois grande parte das ambulantes eram mulheres pobres que viviam deste comércio, ou ainda em pontos fixos reconhecidos pela famosa bandeirinha vermelha. Até porque, o açaí era produzido todo dia e talvez sua venda sendo tão comum não fosse o caso de ter anúncios nos jornais. 

Até o próximo prato!

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