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Destaques

Cantina do Piero.

As cantinas de São Paulo são as melhores que você pode encontar... Não podíamos deixar de ir em uma Cantina em São Paulo. Fechamos nossas férias com chave de ouro na Cantina do Piero. Experiência Gastronômica deliciosa e que conta com atendimento impecável, ambiente tão gostoso, comida maravilhosa e sobremesa de comer suspirando. 






Uma delícia nós fomos na unidade localizada na rua Haddock Lobo, 728, fundada em novembro de 1990, seu fundador foi Pier Luigi Grandi, o Piero,é um dos pioneiros das cantinas italianas nos jardins, se você quiser saber mais acesse aqui.


Super bem servido, um prato serviu três adultos e uma criança. Estava tudo tão gostoso! 

Uma excelente opção!  Até a próxima!

O mundo das Panc na Amazônia:um resgate necessário.

No século XVI, Gabriel Soares de Sousa, relata sobre o consumo dos tubérculos de taioba: " Dão- se nesta terra outras raízes tamanhas como nozes e avelãs, que se chamam mangarás; e quando se colhem arrancam-nos debaixo da terra em touças como junção e tira-se de cada pé duzentos e trezentos juntos. As folhas destes magarás se comem cozidas com água e sal e dão a casca como tremoços, e molhados em azeite e vinagre são mui gostosos; com açúcar fazem as mulheres deles mil manjares".* Aliás, fazia-se uso das taioba doces e "as cascas serviam como uma espécie de tira-gosto, aplicações já esquecidas em nossa culinária".** Justamente, sobre essas plantas, tubérculos e legumes que como salienta Hue, são esquecidas hoje em nossa culinária que o trabalho dos Chefs não convencionais, vem buscando resgatar. 
Os grupos indígenas faziam uso em larga medida de tais plantas, o consumo da taioba inclusive, era muito apreciado, consumido apenas cozidas com sal e muita pimenta.  Meu contato com as Panc era apenas pelos relatos dos viajantes. Tudo mudou quando conheci o Bruno e o trabalho dele,  antes eu não conhecia as PANC e muito menos a importância delas, não da forma que o Bruno resgata , da forma cuidadosa e estudiosa que ele vem produzindo receitas, sabores e delícias.  
As Panc (Plantas Alimentícias Não Convencionais), nos permitem vislumbrar um mundo de possibilidades gastronômicas. Elas vão além da taioba!
Que tal um pesto de urtiga vermelha? Isso mesmo, o Bruno tem se especializado nas receitas com uso das PANC, ele é criador de uma receita de pesto de urtiga vermelha que vem ficando famosa por estas bandas e fora daqui. 
O resgate dos usos da PANC vem ocorrendo a nível nacional, no caso da Amazônia, temos espécies típicas e que estão ganhando espaço nas cozinhas dos Chefs não convencionais e o paladar das pessoas. A urtiga vermelha, a taioba e a Vitória- régia são eexemplos destas espécies. O pioneirismo de algumas receitas como o pesto de urtiga vermelha do Bruno, constituem uma porta de renovação e resgate que foi aberta para nunca mais ser fechada.

Urtiga-Vermelha. ***
Bruno Ferreira. (Fotos cedidas pelo gastrônomo Bruno Ferreira).

* Citação retirada de HUE: Sheila Moura. Delícias do descobrimento: a gastronomia brasileira no Século XVI/ Sheila Moura Hue; com a colaboração de Ângelo Augusto dos Santos e Ronaldo Menegaz. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2008. p. 76. 
**HUE: Sheila Moura. Delícias do descobrimento: a gastronomia brasileira no Século XVI/ Sheila Moura Hue; com a colaboração de Ângelo Augusto dos Santos e Ronaldo Menegaz. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 2008. p. 76. 
*** Bruno Ferreira é pedagogo, Gastrônomo especialista em Práticas Gastronomicas, Coordenador do Chefs Não Convencionais e membro do Grupo de Pesquisa em História do Abastecimento e da Alimentação na Amazônia. 

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