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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

João Rufino.


Era o ano de 1897, o dia era 15 de dezembro, na cidade de Belém, no seu centro e em torno dele muitas pessoas passavam todos os dias para os seus afazeres diários, naquela época a cidade de Belém tinha o maior porto da região. Eram navios que chegavam e saiam todo os dias, a vida era muito movimentada em torno do Ver-o-peso. Um destes personagens era João Rufino adorador de uma boa bebida sobre ele encontramos a seguinte notícia: "João Rufino bebe, não bebe pouco. Quando bebe, não come; mas quando chega à conta; dá-lhe uma fome...e mais que fome: dá-lhe umas phantasias. Hontem, cerca de 11 horas do dia, estava o nosso Rufino, ali pelo Ver-o-pezo, sob uma carga de alto lá com ella. Deitava discursos e... nos intervallos, petiscava os doces, que em charões, algumas vendedoras ambulantes ali tinham. Chega o capitão Mattos, apieda-se do homenzinho e fal-o conduzir ao xadrez da estação". 1
A notícia nos aponta duas realidades naquele momento da cidade de Belém. A primeira delas é da grande movimentação e circularidade de pessoas em torno do Ver-o-peso. A segunda delas é a existência das vendedoras ambulantes de doces que faziam da venda de doces em charões seu ganha pão. Muitos eram os vendedores ambulantes que por ali circulavam vendendo produtos como doces, caldo de cana, mingau, café e outros tantos. Muitas também são as histórias destes personagens reais que um dia compunham a paisagem da cidade de Belém. Sobre esses personagens como João Rufino, a partir de hoje estarei falando aqui no blog. 
Gosto de pensar que João Rufino continuou fazendo parte da paisagem desta Belém tão distante, mais tão bonita. E que ele tenha deixado as vendedoras de doces em sossego com  seus charões.Doces estes que deveriam ter sabor especial, já que eram petiscados por João Rufino.

1. Notícia extraída do jornal O Pará. Belém 15 de Dezembro de 1897. p. 3. 


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