Pular para o conteúdo principal

Frutas do Novo Mundo.

Na tela intitulada "Natureza morta com frutas do Novo Mundo; Les fruits  du Nouveau Monde", de Debret, um óleo sobre tela; de dimensões 76 x 113 cm. É possível visualizarmos uma parte da grande variedade de frutas regionais.
Segundo os autores, Julio Bandeira e Pedro Corrêa do Lago, a pintura que foi presente ao irmão François e "(...) está tela de grandes dimensões é um dos trabalhos mais ambiciosos do artista, que lhe permite reunir numa só composição muito da extraordinária riqueza da flora brasileira, representada por seus principais frutos".(1) Às frutas brasileiras sempre foram um grande atrativo aos "olhos dos viajantes" . A grande diversidade,  a riqueza e as possibilidades de consumo eram sempre mencionados. O próprio Debret fala que "Le Brésil possède d'immenses ressources alimentaires, surtout pour ses habitants, d'une extrême sobriété (...) de bananes, et de différents fruits que le sol produit en grande quantité; elle trouve donc sa nourriture assurée à peu de frais; et si les besoins s'accroissent, la nature, par sa fécondité, peut non-seulement y suffire au nécessaire, mais encore aux superfluités du luxe, même des tables d'Europe". (2) Para Debret,  a quantidade e variedade eram suficientes para abastecer o Brasil e ainda levar abastecer a Europa. Na pintura, as frutas que aparecem são:
"1-Ananás coroado.
2- Ananás de cor verde.
3-Coco-tucum.
4-Cana-de-acúcar.
5-Fruto do cajueiro.
6-Coco-de-indaiá.
7-Laranja tangerina
8-Coco-de-catarro.
A- Cidra.
B- Limão-doce
C- Café.
D- Maracujá.
E- Coco-de-iri.
F- Coco-de-guriri
G- Coco-de-dendé
H- Grumixama
I- Folha de mamão.
K- Regime de Bananas verdes.
L-Flor de bananeira.
a- Invólucro do coco-da-bahia.
b-Coco-da-bahia.
c-Cajá.
d- Melancia
e- Cana-de-açúcar indígena.
f- Laranja-de-umbigo.
g- Araça-do-campo.
h- Maracujá.
j-Folha de bananeira.
k- Fruto do cacto de raqueta.
l- Manga.
m- Cambucá.
I- Pinhão.
II- Pitanga.
III- Limão-azedo.
IV- Mamão.
V- Goiaba.
VI-Pequenas bananas de jardim.
VIII- Jambo.
VIII- Bananas-são-Tomé
IX- Jabuticaba. (2)
Agora imagina se Debret tivesse feito um quadro somemte com às frutas da região Norte? E você, já reconheceu todas as frutas que estão representadas na pintura? Qual tua preferida?


.
.
.
📚✍️🏽 Referências.
🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao de utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
🖼(1)(3) J. B. Debret, Rio de Janeiro. 1826. In: Debret e o Brasil Obra Completa 1816-1831. Julio Bandeira e Pedro Corrêa do Lago. Nova edição revisada e ampliada. Editora Capivara, 2013. P. 200. 🔖Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. p, 102; 103.
(2) Debret, Jean Baptiste, Voyage pittoresque et historique au Brésil [...]
[...] ou, Séjour d'un Artiste Français au Brésil, depuis 1816 jusqu'en 1831 inclusivement, époques de l'Avenement et de l'Abdication de S. M. D. Pedro 1er, fondateur de l'Empire brésilien. Dédié à l'Académie des Beaux-Arts de l'Institut de France, par J. B. Debret. Editor: Paris : Firmin Didot Frères. 1835. In: https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm-ext/3916



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A bolacha preta.

Bom Dia! Em fins da década de 80, fazíamos as famosas viagens de carro, no meu caso era de caçamba mesmo,  meu pai que é do Rio Grande do Norte, levava toda a família pra visitar a família dele e íamos felizes daqui do extremo Norte para o Nordeste. Lembro que nas viagens, em especial, na volta mamãe trazia uma boa reserva de Bolacha Preta, que eu vinha degustando e que tanto adoçavam minha viagem e meu paladar. Eram dias muito felizes e saborosos! Na última viagem que minha mãe fez, eu pedi que me trouxesse a dita bolacha, queria matar a saudade gustativa. A sorda é um popular e tradicional biscoito originário do nordeste brasileiro. Feito de uma massa composta de trigo, mel de rapadura e especiarias, tais como cravo, canela e gengibre. É fabricado artesanalmente ou industrializado por fábricas panificadoras em quase todos os estados do nordeste brasileiro, sendo muito consumido na área do sertão. Conhecido também em algumas localidades por bolacha preta, vaca pr...

Filhós, filhoses ou beilhoses.

, Não era biscoito, pão, pudim nem mousse... A primeira receita que reproduzi do livro O Cozinheiro Imperial foi Verdadeira receita de beilhoses. Tenho certeza que muitos conhecem pelo nome de Filhós ou filhoses! Comecei por essa receita, porque ela tem uma memória gustativa tão boa pra mim. Enquanto eu fazia, lembrava dos filhoses que a minha tia Leila fazia e ainda faz .... ahhhh os delas são tão bons, não tem iguais. Foi tia Leila, irmã de minha mãe, que me "apresentou" os filhoses de abóbora e, naquela época eu não imaginava a origem dos beilhoses, mas, como criança gulosa que sempre fui, amava cada pedacinho daqueles filhoses crocantes por fora, macios por dentro e com aquele gosto inigualável de abóbora, canela e açúcar. Consigo até sentir o cheiro e sabor agorinha mesmo. Mas, você sabe que os beilhoses ou filhoses, fazem parte da doçaria portuguesa? O historiador portu...

Quadrados Paulista.

Olá, leitores! Essa receita é daquelas que é sensacional, veja bem: eu coloquei dois conceitos no meu livro um M/ DE MARAVILHOSO E UM E/excelente de tão boa que é!Façam, hoje mesmo :) sem palavras para descrever a tal gostosura. Quando fiz e provei essa receita, entendi que o livro Dona Benta tem raridades únicas e me questionei como aquela blogueira fazia duras críticas ao livro? Por que a minha experiência com ele a cada receita tem me deixado mais maravilhada, só posso pensar que a pessoa não deva entender muito da grandiosidade que é um livro que por gerações vem fazendo parte da cozinha de tantas pessoas...Enfim, vamos a receita: Quadrados Paulistas: p. 829. Ingredientes: Massa: 1 xícara chá de manteiga. 2 xícaras chá de açúcar. 2 xícaras chá de trigo. 1 colher de chá de fermento. 1/2 xícara de leite. 4 ovos separados. Glacê: Açúcar. Água ou sumo de laranja. Modo de Fazer: passo-a-passo:  Bata a manteiga com o açúcar, junte as gemas,...