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Filme Maria Antonieta.

Marie Antoinette é um filme de 2006, escrito e dirigido por Sofia Coppola e conta a história da princesa austríaca Maria Antonieta que ainda adolescente chega à França para se casar com o príncipe Luis XVI, num acordo político entre os dois países. Ao longo do filme é apresentado Maria Antonieta com sua vida de luxo e poder, ao qual ela estava cercada. A historiadora Evelyne Lever tem uma das biografias mais completas da rainha consorte. A autora faz uma análise de Maria Antonieta baseada em diários, cartas e, ainda, em documentos de arquivos austríacos e suecos. A partir destas fontes a autora nos permite ver uma Maria Antonieta diferente da imagem popularizada no mundo todo: da mulher que somente adorava o luxo e "imortalizada" na frase " se não tem pão que lhes dêem brioches". Lever nos aproxima da Maria Antonieta mulher, que viveu no século XVIII e foi a rainha da França, da mulher que por respeito a mãe Maria Te...

Os livros e cadernos de receitas de D. Leonor Fonseca.

Os cadernos de receitas são coleções afetivas e nos falam muito de suas autoras e sua época. D. Leonor Fonseca chegou até mim pela sua bisneta, a Bárbara, que na época do doutorado me apresentou a sua avó, através dos seus livros de receitas e caderno de receitas de doces. Pude folhear e tirar fotos dos livros e caderno de sua avó. Quando comecei a reproduzir as receitas de D.Leonor eu queria muito apresenta-lá a vocês pelo olhar de quem havia convivido com ela, pedi a Bárbara se seria possível um pequeno relato sobre a avó e recebi esse lindo texto contando um pouco mais sobre quem era D. Leonor, narrado por sua filha-neta Eugênia Fonseca: "Leonor Pereira da Fonseca, nasceu em Santarém/ PA, era filha de Saturnino Pereira e Prudência Pereira, tinha dois irmãos Theodolina e Rosemiro Pereira. Aos 4 anos de idade ficou órfã de pai e mãe e seu tutor a trouxe para Belém aonde foi internada no Orfanato Antônio Lemos, saindo de...

Sobre Menus.

Os menus tem muita história. Se engana quem pensa que eles somente cumpre a missão de informar sobre as opções de pratos. Durante o século XIX, os cardápios eram impressos na Europa por casas especializadas neles. Este foi estampado por Rafael Tuk & Seus - London & New York e preenchido pela tipografia G. Luzia geral & Filhos. Fornecido pelo hotel do GLOBO. É o único cardápio que tem a ilustração de um cachorro com um guardanapo onde está impressa a lista de comidas e bebidas.(1)Segundo Francisco Lellis, os menus surgem na França, o país se destacava na arte do bem viver e que inspirava todos os demais países que desejassem "ser uma França" fora da Europa. Em 1751, surgiu o primeiro menu conhecido, desenhado por Brain de Sainte-Marie para preservar a memória do jantar realizado no Castelo de Choisy, na França. Acredita-se que Luís XV quando viu solicitou que, a partir daquele, fossem feitos desenhos de menu em todos os banquetes.(2)E m...

As Baiúcas.

Muitas são as memórias em torno das baiúcas, mas, hoje eu quero falar das baiúcas como espaços de venda de alimentos, de sociabilidade e ainda de produtos diversos. As baiúcas existem em todo o Pará, cada uma com a sua especificidade. Em Belém, as baiúcas sempre fizeram parte da dinâmica da cidade. De campos Ribeiro, em suas memórias nos informa que: "(...) no dia-a-dia, no entanto, a comida ordinária dos mais pobres vendidas nas “baiúcas” (...) De Campos Ribeiro enfatiza que era comum encontrar estabelecimentos na Avenida Independência (...) as “baiúcas, que eram café, restaurante”. Nas “baiúcas” os fregueses podiam comer por exemplo: (...) lingüiça assada na brasa, com farinha grossa, cujo preço de oitocentos réis!...Ou um café grande, com leite e pão, que custava tão só seiscentos réis...com um pedaço de queijo (...) do Ceará, isso ia mais longe: mil e duzentos réis.(1) No século XIX e primeira metade do século XX, as baiúcas além da venda de comida, eram espaços de...

O uso do garfo.

Hoje um hábito muito simples e que está presente na mesa de tantas pessoas:o uso do garfo, não foi um hábito rápido de ser adotado e nem mesmo era "aceito" por todas as pessoas e classes sociais. As formas e usos dos utensílios domésticos variaram muito ao longo da história. Nas mesas dos ricos no século XIII, as colheres eram de ouro, cristal e outros materiais que ostentavam riqueza e opulência. O garfo, surgiu apenas ao fim da Idade Média e não era um utensílio individual. Ele era usado para retirar os alimentos da travessa comum, num uso mais coletivo. E mesmo nas classes mais abastadas ele não era utensílio do cotidiano. Seu uso também não foi aceito em todas as cortes com rapidez e de maneira comum, em muitos locais não havia a aceitação do uso do garfo, fazer uso individual dele era uma ofensa muito grande aqueles que nao estavam acostumados e não tinham esse hábito e/ou o utensílio. Nobert Elias, nos diz que devemos estar atentos para entender e analisar ...

Piracuí

Semana passada fiz uma enquete sobre qual tema vocês gostariam de ver por aqui. Hoje começo os textos com os temas sugeridos. O primeiro deles foi o PIRACUÍ. Muitos já ouviram falar sobre o piracuí, mas, você sabe o que é? Piracuí= farinha de peixe. Descrita desde o século XVI, era muito consumida pelas populações indígenas ao longo de todo território brasileiro. Hans Staden, em 1554, dizia em referência aos Tupinambás, do Rio de Janeiro que "com frequência vem também gente que mora distante do mar, recolhem grande porção de peixes, torram-nos sobre o fogo, esmagam-nos, fazendo deles farinha, que secam bem a fim de que se conserve por muito tempo. Levam-na para casa e come-na juntamente com a mandioca". (1) Outro viajante, Oscar Canstantt nos idos de 1868, relatava que "Nalguns lugares prepara-se com o peixe assado uma espécie de farinha alimentícia (piracuí ), para o que se tiram as espinhas de peixe assado, pisa-se num almofariz e põe-se a massa à secar e...

Comer Beber Homem Mulher.

A História do filme Comer Beber Homen Mulher conta a história de uma família chinesa composta pelo chef de cozinha Chu (Sihung Lung) e suas três filhas, Jia-Jen, Jia-Chien e Jia-Ning. É justamente no tradicional jantar de domingo onde importantes diálogos acontecem e onde sabemos os detalhes sobre a vida dos personagens principais. Na conversa em torno da mesa.  Interessante notar que o título do filme, cuja inspiração reside nos quatro elementos que criam e regem a vida: comer, beber, homem e mulher. Alguém duvida? A História da humanidade tem como elemento principal estes quatro elementos. Segundo o site mag. sapo: " A vida em casa desenvolve-se em torno do ritual de elaboração jantar de família aos domingos e a vida amorosa de cada um dos membros". E ainda, (...) para o maior cozinheiro de Taiwan a comida é vida. Apesar dos seus dotes culinários serem reverenciados por todos não é capaz de confeccionar o mais sublime dos pratos: a educação das filhas". (1)...