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Receita Histórica: Macaroni Quenelle.

Que tal testar uma receita histórica de macarrão? A receita de hoje está no livro Tempting Dishes for Small Incomes, publicado pela primeira vez em 1890, de autoria de Mrs. De Salis, autora do livro 'A la Mode', séries of cookery books. A edição tratada aqui era de 1903, já era a oitava edição e foi publicada pela Longmans Green, And CO. em Londres e Nova York. A autora, segundo o sites CooksInfo. com: "Harriet Anne de Salis foi uma autora prolífica do popular livro de receitas inglês e autora de administração doméstica no final da era vitoriana - a “Era Dourada”, como alguns a chamam. Ela claramente recebeu alguma educação, sentindo-se confortável em escrever francês e latim. Ela costumava publicar sob o nome de Sra. De Salis". (1) É importante dizer que a autora, nascida em 23 de janeiro de 1829, em Devonshire Street, Marylebone, em Londres, escreveu e publicou  uma rica obra sobre livros de receitas, numa época que os homens ainda publica...

Caruru.

No caso deste prato, em particular, ele já  aparece nos relatos desde o século XVII (1) Vicente Salles nos diz que o Caruru é um prato regional amazônico, com este nome indígena, contém a contribuição do negro".(2) Existe o Caruru Paraense e o Baiano é existe diferenças entre eles. Salles traz esse entendimento a partir da leitura de Câmara Cascudo que descreve o Caruru como sendo uma “Iguaria indígena constando de um esparregado de bredos, hera vulgar cararu, escreveu Piso, médico do Conde de Nassau, 1638-1644 : come-se este bredo como legumes”.(3) Sendo um prato que viajou para África Ocidental e Oriental, onde “As pretas minas da Costa do Ouro (Gana), as do Daomé (...) fazem o caruru de mistura com bolos de milho e peixe, e mesmo galinha cozida”.(4) Foi na África que ele ganhou ingredientes locais e voltou ao Brasil com a forma que é consumida ainda nos dias de hoje: “O caruru transformou-se na África, partindo do pirão do brasileiro caá-riru, os bredos, ajudado pel...

Tampopo, filme e Lámen.

A indicação de filme de hoje é o clássico cult Tampopo: Os Brutos Também Comem Spaghetti, filme japonês, uma comédia romântica, de Jûzô Itami, de 1985. Sempre que vejo as cenas do filme tão repletas de comidinhas eu fico com vontade de lámen. Eu acho que o lámen é aquela comida que "literalmente se come com os olhos", não é verdade!? Bem, sobre o filme Maisa Kawata, analisa que: "Fazendo uma ode à comida e aos prazeres que a acompanham, Tampopo tem como história principal a busca de uma dona de um restaurante (Tampopo) pelo lámen perfeito. A ela se juntam pessoas que, ao redor da comida, percorrem diversos lamen-ya (restaurante especializado em lámen), provam e testam receitas até alcançar o grande objetivo: o macarrão que, de tão saboroso, é sorvido até a última gota".(1) A cena compartilhada aqui mostra um mestre ensinando ao seu discípulo como comer um Ramen e para isso se evoca vários sentidos. Assim, segundo  as palavras de M...

Zerega: A primeira fábrica de macarrão dos Estados Unidos.

Você sabia que a primeira fábrica de macarrão dos Estados Unidos foi fundada em 1848, no Brooklyn, pelo empresário francês Antonie Zerega? E que o aumento do consumo de macarrão nos Estados Unidos está relacionado a Primeira Grande Guerra? E a imigração italiana para os Estados Unidos? Como já apontamos anteriormente a fabricação do macarrão não ficou restrita a Itália,  a partir do século XIX, a produção do macarrão propaga-se por outros países, esse foi o caso dos Estados Unidos. Segundo Leandro Vilar: "O macarrão começou a se popularizar nos Estados Unidos na segunda metade do século XIX, surgindo fábricas em outros estados. Nos idos do XX, foi fundada  National Association of Macaroni and Noodle Manufacturers  em 1903. Revelando que esse alimento vinha conquistado o gosto americano (...)". (1) E ainda, " Foi justamente no século XIX que "surgiu a primeira fábrica mecanizada de macarrão (...) nos Estados Unidos. Em 1848, foi fund...

Seis etapas para comer com elegância o espaguete segundo a Revista Life.

Se o macarrão permite várias possibilidades e formas de consumo, como comer um bom prato de espaguete era algo que deveria estar nas revistas e nos manuais de etiqueta. Inclusive,  esse tema foi matéria no ano de 1942, pela Revista Life. Segundo Kate Bratskeir, a Revista ensinava e m 6 etapas como comer macarrão como elegância e etiqueta.(1)  Isso mesmo, a edição da Revista Life, iniciava seu tutorial apontando que na etapa 1, apenas 4 fios de espaguete deveriam ser consumidos de cada vez, "nem mais nem menos".(2)  Na etapa 2, " Step 2: "With soup spoon as prop, twirl fork and spaghetti gently." Era o momento de com apoio de uma colher, girar delicadamente o garfo e enrolar o espaguete no garfo. Em hipótese alguma poderia ter macarrão solto "espirrando" molho: " No diner should have to endure the indecency of loose pasta splattering on a pristine tablecloth. The spoon acts as a noodle hood, mitigating potential twirling mi...

Árvores de espaguete.

Você já viu uma "árvore de espaguete"? Na primeira fotografia, um trabalhador "pendura macarrão para secar em uma fábrica na Itália,  em 1932". Parece um "rio" de massa em preto e branco. Para alguns eram verdadeiras "árvores de espaguete".(1) O termo que tem origem nos programas de TV que mostravam as "árvores de espaguete" nas fábricas de massa italiana e que tem relação com a produção de massa. Nesse sentido, a produção de massa torna-se um dos mais importantes negócios em Nápoles e também de outras partes da Itália desde meados do século XIX. Assim, "Nas primeiras fábricas, os trabalhadores misturavam água e farinha para formar uma pasta e, em seguida, um operador sentado em uma barra de madeira pulava para cima e para baixo para amassar a massa, um processo que levava mais de duas horas para ser concluído. Só então a segunda equipe de homens (...) começou a transformar a pasta no que alguém reconheceri...

Spaghetti em Nápoles.

O spaghetti estava entre o tipo de massa mais consumido em Nápoles. Assim como existiam os vendedores de macarrão de rua (como aqueles que falamos no texto anterior); existiam os "comedores de macarrão", segundo Adee Braun, os vendedores de macarrão tiravam de seus "caldeirões fervendo longos fios de espaguete". Os quais eram entregues aos seus fregueses "comedores de macarrão" que "habilmente colocavam um punhado de macarrão em suas bocas". (1) Assim, " From the 17th to 19th centuries, macaroni, which was the term used for all forms of pasta, was a street food. And, like any proper street food, macaroni was eaten not with a fork, but with one’s bare hands". (2) Aliás,  muitos lugares de comer macarrão foram espalhando-se pelas ruas de Nápoles, como o "restaurante de macarrão de rua", das fotografias acima. E ainda, como nos aponta Adee Braun: " Cozinhar macarrão era algo simples: a massa era fer...