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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

Farinha de Mandioca: o pão do paraense.

A farinha de mandioca é um alimento de origem indígena bastante consumido na capital e interiores, no século XIX, ela tinha a função de prato principal ou complemento alimentício da capital paraense. Ela desembarcava todos os dias nos portos entre eles o do Sal localizado na Cidade Velha, vinda dos interiores em maior escala. A importância da farinha dava-se pelo fato de seu enorme consumo em toda província. Assim era significativo o cultivo da mandioca para a fabricação de farinha nos interiores, até porque, assim como o peixe que se aproveitava todas as partes um pouco, muito se aproveitava da farinha como alimento rico em carboidratos se fazendo bolos, xibés, pirão e pães. Havia uma gama de variedades que podia dela se utilizar. Assim a mandioca era um alimento constante na alimentação da capital na segunda metade do século XIX, ela estava entre os itens de primeira necessidade, sendo o ‘trigo’ amazônico, estando presente no almoço como farinha d’água, no café como a farinha de tapioca, bolos, roscas, beijus etc. ou mesmo num simples xibé sendo consumido sozinho ou degustado com uma posta de peixe ou ainda uma carne seca ou verde. Até os dias de hoje, é coisa rara uma casa em Belém que não tenha uma boa farinha num pote para o almoço. Aliás, pode-se dizer que paraense que se preze tem sempre uma farinha torrada a espera de um açaí, uma carne ou um bom peixe frito. Aqui uma posta de peixe frito, torna-se um excelente petisco quando degustado com uma farinha bem torrada. Fico aqui com uma cena comum na cidade desde os tempos passados: Em alguma feira se você observar atentamente verá um comprador chegando na barraca colocando a ponta dos dedos no saco de farinha e numa rapidez jogando na boca aquele punhado de farinha pra saber se está torrada. Quer experimentar?
Até o próximo prato!

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