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Bar Paraense.

Era um domingo como hoje, mas, numa diferença de tempo de quase cem anos atrás, em 18 de abril de 1926, na cidade de Belém o conhecido e conceituado Bar Paraense, oferecia aos seus fregueses: "os mais famosos petiscos os quais eram " Pernas de porco ao choucrouth e bratwurst (salsicha)". E que somente no Bar Paraense se fazia com capricho. (1) Ora, pratos de origem alemã eram oferecidos na cidade de Belém? Sim, aliás, haviam muitas casas de salsicharias na cidade e até os anos 40 eram bem comuns. No mesmo Bar, desta vez em 26 de setembro de 1926 oferecia “grande quantidade de lombo e pernas de leitão ao Choucrouth Bratwurst (salsichas).” (2) A bratwurst era: "(...) típica da cozinha alemã, é uma salsicha branca, feita com carne de porco e/ou vitela, bacon, leite, cebolas picadas, gengibre, noz-moscada, alcaravia, coentro. Tem sabor muito delicado e textura lisa e fina. Deve ser mergulhada em água fervente por dez minutos antes de ser grelhada, frita ou cozida com outros alimentos. Serve-se normalmente acompanhadas com batatas cozidas e chucrute. Já o chucrute era nas palavras de Gomensoro é “um repolho fermentado, prato típico alemão” (3)
No Bar Paraense a bratwurst era servida com pernas de leitão ao chucrute. A procura pelas salsichas alemães deveria ser importante, já que em 24 de maio de 1930, quatro anos depois do anúncio da imagem, no mesmo Bar Paraense, anunciava-se “salsichas e frios sortidos preparados por competente e especialista profissional allemão, chegado da Europa”(4) e ainda “ninguém, pois, deverá deixar de ir ao Bar Paraense, experimentar as deliciosas salsichas”.(5) Ao que tudo indica, ao contratar um habilitado profissional alemão o dono do Bar tinha como intenção atrair a clientela que tinha tais hábitos de consumo, afinal não seria qualquer pessoa que iria fazer as deliciosas salsichas, mas um especialista vindo da Europa. O que também nos mostra que o consumo da salsicha alemã tinha público certo na capital cidade-mundo do Pará e era um comércio lucrativo.
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📚✍🏽Referências.
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(1) Folha do Norte, 18 de abril de 1926.
(2) Folha do Norre, 26 de setembro de 1926.
(3) GOMENSORO, Maria Lúcia. Pequeno dicionário de gastronomia. RJ: Objetiva, 1999.
(4)(5) Folha do Norte, 24 de maio de 1930,. 

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