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Mingau.

E ainda, "No Amazonas, segundo Barbosa Rodrigues faz-se diferença entre mingao e mingau: êste é feito de qualquer feculento, adoçado e polvilhado com canela, aquelê é só preparado com tapioca. Etim. É puro tupi". (1) Sobre a palavra mingau, Raimundo Morais, nos diz: "Papa de milho, banana, arroz. Os de açaí, patuá são adubado com farinha-d água.  Mingau, na Planície, é o alimento por excelência do roteiro. Para as bandas do Oriente, nas regiões do Pará,predomina o de açaí: Pará as bandas do Ocidente, nas regiões do Amazonas e Peru, predomina o de banana". (2) Segundo Padre Cardim, o uso do mingau de carimã no período colonial, eram “tão sadios, e delicados que se dão aos doentes de febres em lugar de amido”.(3) Miranda, sobre o Rio Capim fala em Mandiocaba: “o mingau do arroz adoçado com o sumo da manicuera. Dado o ponto pela ebulição ao sumo da manicuera, acrescentar-se-lhe o arroz que
em pouco tempo fica cozido”.(4) Por meio das suas memórias, Orico relembra o consumo e os modos de se fazer,
portanto, o hábito do mingau de banana como um produto autêntico da terra, consumido por vários grupos sociais. Na verdade, um prato já mestiçado, pois além das bananas levava leite. Orico, em suas memórias nos relata o seguinte:“o mingau de banana, mas de banana verde, este sim, um produto autêntico da terra. Usado em todas as casas de gente remediada ou abastada (...) Lembremo-nos bem de nossa infância em Belém, quando nosso pai chegava carregado de cachos de banana verde (...) as bananas pelo meio e raspando-as com a faca nos panelames em que as iriam ferver com leite”.(5)
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💬 E você? Gosta de Mingau? Me conta!
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📚✍🏽 Referências.
(1) Vicente Chermont de Miranda. Glossário Paraense. [Coleção de Vocábulos Peculiares à Amazônia e Especialmente à Ilha do Marajó]. Universidade Federal do Pará. 1968, p. 55.
(2) Morais,  Raimundo.  O meu dicionário de cousas da Amazônia.  Brasília: Senado Federal, Conselho Editorial, 2013, p,122.
(3) MONTEIRO, MONTEIRO, Mário Ypiranga. Alimentos preparados à base de mandioca.In: Revista
Brasileira de Folclore. Ano III, n. 5. Janeiro/Abril 1963. Ministério da Educação e
Cultura. Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro. Pp. 37/ 82. p. 42.
(4)MIRANDA, op. cit., p. 50.
(5) ORICO, ORICO, Osvaldo. Cozinha Amazônica. Belém: Universidade Federal do Pará, 197, p. 41. 

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