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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

A Quitanda de Joana...

" Corria o ano de 1843, mais precisamente o dia 9 de dezembro daquele ano e D. Joana vendedora de mingau, anunciava no jornal "O Paraenseaos seus fregueses soldados que havia mudado de endereço, passando a morar em uma das casas em frente ao Cais da Boa Vista, continuando, no entanto, a vender mingau de arroz nas horas de costume, indicando-nos que algumas quitandeiras vendiam alimentos e bebidas em frente de suas casas, fazendo delas um ponto fixo e com clientela fixa, mas sem vender a fiado.

Existiam no espaço da cidade de Belém as quitandeiras e vendedores ambulantes, pessoas que praticavam a mercancia ambulante buscando neste comércio seu sustento e caso fossem escravos o de seus senhores. Estas pessoas também vendiam comida: doces, frutas e os mais variados quitutes, só que elas não tinham um estabelecimento requintado, ora vendiam nas ruas, logradouros e praças, ora vendiam na frente de suas casas. 

A quitanda da Dona Joanna, ao que parece, era uma espécie de ponto de encontro de soldados, onde provavelmente eles além de tomar o bom mingau também deveriam jogar conversa fora como um meio de socialização e uma nova forma de utilização do tempo." 

Fonte: Anúncio encontrado no jornal  "O Paraense" de 9 de dezembro de 1843. Número 38. Ano de 1843.

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