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Destaques

Bolo de Macaxeira

Quem não ama um bolo? E quando este bolo tem gostinho de mês junino?  A receita de hoje é sobre o bolo de macaxeira, tão famoso no Norte de Brasil, que é tema de contos e e das conversas ao pé da porta nas tardes quentes do século XIX.  O bolo de Macaxeira, que inclusive virou tema de um conto do escritor Jacques Flores. Coo não lembrar do conto intitulado O Bolo de NATAL da Família Malagueta? Ora, aqui a cena principal era um bolo de macaxeira feito pelas personagens Tereza Malagueta, a Tete, e sua prima Felismina do Rosário, a Filóca, que haviam feito um bolo de macaxeira para o Natal da família e seu aborrecimento ao notarem que o bolo "estava com gosto de querosene".¹ Pior ficaram quando notaram que a culpa de tudo era de Pulchéria que "lixara a forma de bolo e, para melhor ficar a limpeza, untou-a de querosene, esuqecendo-se porém, de tirar o inflamável líquido com uma forte lavagem de sabão".² As primas então, resolveram convidar as "inimigas"para …

Alimentação: mais que uma necessidade biológica.

Olá, leitores!
Estive lendo o livro de Mário Souto Maior, intitulado de "Alimentação e Folclore" e amei! Posso garantir que é uma leitura super prazerosa e de um vasto conhecimento, o qual, o autor traz até nós. Natural de uma cidade de sertão de Pernambuco, o autor soube como ninguém ao escrever esse livro fazer um paralelo entre alimentação e cultura, em especial a cultura popular. Destacando os hábitos e como a alimentação está carregada de simbologias e crendices. Ora, ao longo dos tempos a alimentação desempenhou entre as sociedades uma função além da biológica, sendo associada aos tabus alimentares, ao status social e ainda as funções que regulam o corpo humano.
Tal crenças, já existiam no Brasil Colonial, por exemplo, algumas frutas encontradas aqui, eram vistas com certa crença, aspecto religioso ou folclore, o que é de fato, muito curioso. Como era o caso da banana que certos missionários davam uma origem bíblica, muitos não cortavam a banana com faca, pois achavam que estavam "pecando", já que ao cortar-se transversalmente a fruta, o desenho que faz-se é de uma cruz! Fato, que tornou a fruta repleta de superstições.
Assim, Souto Maior em seu livro desvenda um mundo de superstições e crendices que muitas vezes, escutávamos uma avó ou tia falar. Como comer manga com fruta pode matar, derramar açúcar na mesa é sinal de sorte, felicidade ou ainda tomar café, de manhã, em pé traz má sorte. Os alimentos analisados por Souto Maior no livro, estão classificados por ordem alfabética, como se fosse um grande dicionário alimentar. 
Caros leitores, para quem quer conhecer um pouco mais sobre nossas frutas e alimentos e saber quais as antigas crendices sobre eles, já sabem onde procurar. O livro é um delícia!

In: SOUTO MAIOR, Mário. Alimentação e folclore. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana, 2004.

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