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Ainda sobre o chá.

Maria Graham, quando de sua passagem no Rio de Janeiro, em 1823, nos conta que "Tomei chá em casa da Baronesa de Campos e lá encontrei uma grande reunião de família que se realiza sempre aos domingos para tributar homenagens à velha senhora. O chá foi feito por uma das moças com o auxílio da irmã, tal como se daria na Inglaterra. Uma grande urna de prata, bules de chá também de prata, jarras de leite e pratos de açúcar, com elegantes porcelanas da China, estavam colocados numa grande mesa, em volta da qual se reuniam diversas moças. De lá mamdavam servir o chá em nossa roda, que estava sentada a distância (...) Em seguida, oferecem-se doces de todas as espécies, após o que todo mundo tomou um copo d'água ". (1)
Maria nos descreve o momento do chá como repleto de cerimônia e luxo. Como encontro da familia que reunia-se aos domingos em torno da matriarca, por fim, ela nos indica todo o aparelhamento que compunha esse momento tão importante para a família, com urnas e bules de prata, elegantes porcelanas chinesas e para completar o ritual muitos doces de todas as espécies. O relato também nos revela o momento do chá como importamte momento de socialização entre as mulheres, havendo inclusive mesas separadas para as moças e as senhoras. O que será que elas conversavam?
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Referências.
🎨 Albert Lynch, Women having tea. 1912. Museo de Arte, Lima, Peru. 🔖Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar.
(1) Maria Graham, Diário de uma viagem ao Brasil. São Paulo, Ed. Nacional, 1956. p. 250. 

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