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O pão e os egípcios.

Também gosto muito de um poema hindu que nos diz "Onde houver gente a trabalhar, trabalha por pão. Casa sem pão é o lar da miséria. Onde pão houver, reina o salário do entendimento. Onde não houver, guerreiam pai e filho (...) das melhores coisas, a melhor será sempre o pão ".(1) ela traduz bem a importância do pão como alimento para as sociedades. O pão assim é o que Jacob chama de uma "descoberta química. Uma enorme descoberta feita pelo homem". (2) Nesse sentido, "o pão é um produto obtido por cozedura no forno, feito a partir de uma amssa de farinha que é aglutinada e levada por um fermento ou outro agente semelhante". (3) Na imagem, um pintura funerária de uma padaria do palácio real do tempo de Ramsés é possível visualizar as várias etapas do processo de elaboração do pão. Desde a preparação da farinha, a modelagem dos pães e doces até o seu cozimento. Notem que os egípcios gostavam de dar formas variadas aos seus pães. Inclusive, no formato de animais. O historiador Pierre Tallet nos explica que "A e elaboração do pão é, conseqüentemente, uma das atividades que com mais frequência foram representadas nos túmulos egípcios, pelo menos no que se refere às épocas mais antigas (Antigo e Médio Impérios). A riqueza do legado pictórico permite detalhar com grande precisão o conjunto de etapas da e elaboração do pão, e porporciona uma amostra da variedade de produtos que se podia obter". (4) O pão era alimento que acompanhava os egípcios após a morte, era "cantado" versos mágicos no "Livro dos Mortos" para que o morto pudesse comer com tranquilidade seu pão.
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Referências.
🎨 Padaria Palácio real. In: Jacob, Heinrich Eduard. Seis mil anos de Pão. Trad. José M. Justo. São Paulo: Nova Alexandria, 2003. p. 51. 🔖 Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar. (1) (2) (3) Jacob, Heinrich Eduard. Seis mil anos de Pão. Trad. José M. Justo. São Paulo: Nova Alexandria, 2003. p. 51. (4)Tallet, Pierre. História da Cozinha faraônica. A alimentação no Egito Antigo. Trad. Olga Cafalcchio. Ed. Senac de São Paulo. 2002. p.85

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