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O Tipiti parte II

Pra hoje um pouquinho mais sobre o tipiti. Spix e Martius assim descreveram o tipiti " (...) um cesto cilíndrico, de duas tolsas de comprimento, cheio de mandioca ralada, e, em sua parte inferior sobrecarregado com uma pedra, pende de um dos postes da choça. Por esse simples processo, o suco venenoso das raízes frescas é espremido e cai num recipiente. Esse suco, engrossado ao fogo e misturado com pimenta (capsicum), produz o tucupi, molho usual de todos os pratos de carne, do qual os paraenses fazem tão constantes uso (...)".(1) Vicente Chermont de Miranda nos contempla com uma descrição mais completa do tipiti ou "Tipity, s.m. - Longo cilindro fabricado com a tala da jacitara ou do guarumã, tecido de modo especial a poder encolhido ter um certo comprimento, e espichado aumentá-lo quase no dôbro; vazio é comprido e fino, cheio fi a curto e grosso. É a prensa indígena, sobretudo empregado para espremer a massa de mandioca na fabricação de farinha. Cheio é o tipiti pendurado por uma das extremidades, a cabeça, colocando-se na extremidade oposta, o rabo, um objeto pesado. Nas Antilhas responde pelo nome de Matapi. O tipiti é tecido de três modos diferentes; essas teceduras são conhecidas pelos nomes de cutirana (acutirana), escama de tamuatá, e miriti ou surucucu. A mais vulgar é a primeira. Etim. Tupi sem alteração". (2) Utensílio importante no processo de fabricação da farinha e seus derivados de herança ancestral cujo nome vem do tupi e que se enraizou de forma definitiva por aqui. A fotografia coroa com muita lindeza as descrições por hora realizadas. 🍀
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Referências.
📸 Tipiti no Pará. Belém, s.d. Dias, Catharina Vergolino; Mazzola, Rubens Moreno; Valverde, Orlando. In: ID 8869 In: http://biblioteca.ibge.gov.br 🔖Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar.
(1) Spix e Martius. Viagem pelo Brasil, vol. 3, p.111. (2) Miranda, Vicente Chermont de. Glossário Paraense. Universidade Federal do Pará. 1968. p. 89. 

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